27 de Maio de 2012
Um dos suspeitos de agressão não é aluno da faculdade

O trote ocorreu na noite de 22 de fevereiro, em frente à instituição. Os suspeitos atiraram creolina nos alunos recém-aprovados.
Felipe Ferreira Troques Dib, 24, veterano do curso de direito, e Dionatan Kavamoto dos Santos, 19, que não está estudando, negaram ter praticado o trote.
Porém, dois dos calouros haviam identificado e feito representação contra ambos. As outras cinco vítimas foram ouvidas como testemunhas e não quiseram se posicionar contra os agressores.
O termo circunstanciado por lesão corporal dolosa, de natureza leve, será remetido à Justiça de Barretos nesta quarta (3). O delegado comentou o caso:
- Os dois acusados negaram os fatos e as outras cinco vítimas não quiseram representar contra os agressores.
Uma das vítimas, Carla Fernanda Miguel, 18, atingida com creolina no rosto, pescoço, tórax e pernas, disse ao delegado que a pessoa que jogou o produto não era Santos ou Dib. Ela mencionou Tiago Henrique Lima, mas também não quis abrir representação contra ele.
À reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, no dia seguinte ao trote, Carla havia citado apenas o nome Tiago e seu apelido, Toupeira, adiantando ainda que não levaria o caso adiante.
Ela disse que Tiago pensou que o líquido fosse perfume e que até ajudou a pagar os medicamentos para ela após as queimaduras.
Spadacio disse que não será necessário ouvir Tiago, pois ele não teria participado ativamente no trote contra os demais. Laudo do IML (Instituto Médico Legal) indicou que os calouros sofreram queimaduras de primeiro grau, de natureza leve.
Vítimas e agressores são da pacata Jaborandi, que tem cerca de 6,7 mil habitantes.
Os calouros Ronier Jorge Ferreira da Silva, 30, e Patrick Adriano de Souza, 23, vão levar o caso adiante.
Além de Carla, os que querem esquecer o caso são os recém-aprovados João Mário Henrique da Silva, 18, Geraldo Pereira, 23, Murilo Daniel Fonseca, 19, e Rodolfo Henrique Sales de Olivera, 18.
O Conselho Universitário do Unifeb analisará o caso e os responsáveis pelo trote poderão ser advertidos ou até expulsos, segundo o reitor Álvaro Fernandez Gomes.
O MPF (Ministério Público Federal) também quer dados sobre o trote e pediu informações à Polícia Civil e à instituição de ensino.
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