27 de Maio de 2012
Hoje, mais de 2,6 milhões fazem essa modalidade e muitos enfrentam dificuldade para obter registro profissional, se inscrever em concurso e conseguir trabalho
.São casos de discriminação por alunos de cursos presenciais, dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos — mesmo os autorizados pelo MEC (Ministério da Educação) —, dificuldades para conseguir estágio, para obter o registro profissional e fazer inscrição em concurso.
Hoje há no Brasil mais de 2,6 milhões de alunos em 1.752 cursos, segundo o Censo de Educação a Distância. No início do mês, a ABE-EAD entrou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o Conselho Nacional do Ministério Público. Por meio da resolução número 40, de maio deste ano, o órgão dizia que só diplomas de cursos presenciais seriam aceitos para o Ministério Público. A conclusão deve sair nas próximas semanas.
Além do conselho, outros órgãos veem problemas no ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade para estágio é, segundo a presidente da entidade, Ivanete Boschetti, culpa da estrutura da educação a distância, que prioriza a "quantidade em vez da qualidade da formação":
— O mercado não absorve esse número de estagiários.
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