Marina Silva defende as cotas de vagas nas universidades públicas
27 de Maio de 2012
Investir em uma educação criativa é uma das bandeiras da candidata do PV
- Temos alguns eixos [para a área de educação]. Uma educação criativa, que pense a formação dos professores de forma continuada. E que compreenda as várias fases - infantil, fundamental, e médio - com foco forte na profissionalização do ensino médio. E uma universidade que dê educação de qualidade para todos.
Ela diz que uma mudança no ensino médio pode preparar melhor o jovem para o mercado de trabalho.
- Quando você sai com formação profissional, sem prejuízo de entrar na universidade [ou seja, sem atrasar o cronograma escolar], você já está apto a entrar no mercado de trabalho.
Sobre as cotas nas universidades, Marina disse que é a favor, desde que a política não se mantenha “indefinidamente”. Segundo ela, essa “forma de discriminação positiva” pode favorecer grupos excluídos socialmente, como negros e índios.A candidata afirma que há “desigualdades sociais históricas” contra esses grupos, mas ressalta que não adianta facilitar o acesso às universidades sem melhorar o ensino básico.
- Obviamente que não defendo as cotas indefinidamente. Acho que temos que ter [essa política] até que se estabeleça um patamar de condições iguais, para que todos possam ter acesso a um ensino de qualidade, da educação infantil à universidade.
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