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publicado em 19/08/2010 às 19h41:

MEC pagará R$128 milhões a consórcio
para aplicação e correção do Enem

Valor está incluso nos R$160 milhões previstos pelo MEC

Do R7, com Agência Brasil

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O MEC (Ministério da Educação) vai pagar R$ 128,5 milhões ao consórcio Cespe/Cesgranrio pela aplicação e correção das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O valor está incluso nos R$160 milhões previstos para serem gastos com o exame, conforme afirmou o ministério ao R7 na última sexta-feira. 

A escolha do consórcio foi feita sem licitação como será publicado amanhã no Diário Oficial da união. O contrato para a realização das provas ainda não foi assinado, o que deve ocorrer nos próximos dias. 

O custo dessa etapa será de R$ 27,87 para cada um dos 4,6 milhões dos candidatos inscritos. Segundo o MEC, houve um aumento de 28% em relação ao contrato firmado no ano passado com o mesmo consórcio. 

O Cespe e a Cesgranrio foram chamados para assumir a aplicação do Enem em 2009 depois que a prova foi furtada de dentro da gráfica que imprimia o material e o exame teve que ser adiado. 

De acordo com o MEC, o aumento se deve “à ampliação do número de inscritos neste ano, reforço na contratação de pessoal que funcionará como apoio nas unidades de aplicação e atualização monetária”. 

Além dos valores que serão pagos ao consórcio para a aplicação e correção do Enem, os Correios já foram contratados por R$ 18 milhões para garantir a logística e distribuição das provas, que serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro. 

Segurança

Assim como ocorreu na edição do ano passado, depois que a prova foi furtada, a Polícia Federal, as Forças Armadas e as polícias militares de cada estado serão encarregadas da segurança no deslocamento das provas até os locais de aplicação. 

Ainda está pendente a escolha da gráfica que vai imprimir o material. Hoje, a 2ª Vara de Justiça Federal considerou ilegal a desclassificação da Gráfica Plural, que tinha apresentado o menor preço, mas foi excluída do processo pelo MEC por não cumprir requisitos de segurança. 

A Gráfica Plural imprimiu as provas do Enem 2009 e foi de lá que elas foram furtadas às vésperas da realização do exame. Com a decisão, o MEC disse que dará prosseguimento às próximas etapas da licitação e reforçou que o cronograma de execução do Enem “está sendo cumprido”.


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