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publicado em 18/07/2011 às 18h03:

Mercado avalia que curso técnico é
melhor que faculdade sem prestígio

Ex-secretária do Ministério da Educação diz que cursos tecnológicos também são boa opção

Renan Truffi, do R7

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É mais fácil conseguir um emprego depois de fazer um curso técnico do que após terminar um curso em uma universidade sem prestígio no mercado de trabalho. A avaliação é da ex-secretária de ensino superior do MEC (Ministério da Educação), Eunice Durham.

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Durham conversou com a reportagem do R7 sobre a proliferação de universidades particulares no país. Ela considera os cursos técnicos "ótimos caminhos" para jovens de classe baixa que acabaram de terminar o ensino médio.

Além de serem mais rápidos, os cursos técnicos também preparam melhor para o mercado. E, depois de empregado, o estudante pode investir em uma universidade particular reconhecida.

- É uma boa alternativa, porque a pessoa pode terminar o ensino médio e fazer o curso técnico, para depois fazer o ensino superior. Enquanto isso, o aluno arranja um bom emprego. Como são cursos curtos e rápidos, você faz enquanto está no terceiro ano [do segundo grau] e fica preparado para o mercado de trabalho. E se quiser fazer uma boa faculdade depois, pode, porque já tem um emprego para pagar.

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Mas para os que não abrem mão de fazer uma faculdade, Durham aponta os cursos tecnológicos como boa opção. A ex-secretária do MEC - que atualmente é professora da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP - destaca o aumento da procura por estes tipos de carreira.

Ela considera que os cursos tecnológicos garantem mais a obtenção de um emprego do que cursos de graduação teóricos.

Segundo o último Censo da Educação, divulgado pelo ministério no início deste ano, o interesse por cursos tecnológicos vêm crescendo nos últimos anos. De 2008 para 2009, a procura aumentou 26%. Foram registradas 680,6 mil matrículas em 2009, enquanto no ano anterior, o número ficou em 539,6 mil. Há dez anos, os estudantes de cursos tecnológicos eram apenas 70 mil.

- Começou o interesse pelos cursos tecnológicos, pois alguns são muito bons. Dá mais emprego e são frequentemente mais úteis que um curso teórico. Os cursos técnicos e tecnológicos constituem boa alternativa, já que o ensino nas [universidades] públicas e privadas dessa área é sério. Claro que ter um diploma universitário [comum] não prejudica. Mas também não garante uma situação vantajosa. Hoje, sem [ter] competência, só com o diploma mesmo, você não consegue progredir.

Operação limpeza

Apesar de reconhecer a importância do ensino superior privado, a antropóloga Eunice Durham critica a forma como o segmento se desenvolve no Brasil. Para ela, o governo deveria adotar medidas para acabar com o crescimento de faculdades particulares ruins.

- Eu acho que precisa fazer uma operação que chamo de “limpa-lixo”. Se crescerem as [faculdades privadas] com boa qualidade e houver pessoas para pagar, eu não vejo problema. O que me incomoda é a nossa própria concepção de ensino superior, que está muito antiquada e defasada. Em vez de termos bons cursos de vários tipos, temos um mesmo tipo de curso com diferenças de qualidade.

Além do crescimento ininterrupto de faculdades particulares, Eunice se preocupa também com o desenvolvimento do ensino à distância. Para os estudantes que consideram a possibilidade de fazer uma graduação por este sistema, a professora faz um alerta.

- Eu creio que o maior problema está nos cursos à distância. Não há fiscalização [por parte de órgãos reguladores] e o curso tem que ser inteiramente concebido de maneira diferente do presencial. É muito trabalhoso montar o curso e acompanhar os alunos durante a graduação. Só que as pessoas estão pensando que [montar um curso à distância] é só contratar meia dúzia de professores, colocar cada um em frente a um computador e depois entregar o diploma. A questão é muito mais séria. Na minha opinião, [essa área] é onde ocorre uma proliferação mais desenfreada.

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