27 de Maio de 2012
Após vazamento, MEC ainda não sabe se o mesmo consórcio aplicará o exame
O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) disse na tarde deste sábado (3) que a nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já está pronta e guardada no cofre da entidade. O exame ainda não foi encaminhado para processo de impressão, pois o MEC (Ministério da Educação) ainda não decidiu se concederá ao consórcio ganhador da licitação e responsável pelo vazamento da primeira prova o direito de cuidar novamente das etapas de aplicação depois da falha.
Consórcio e MEC ainda não discutiram etapas jurídicas do possível rompimento do contrato, mas o ministério estuda realizar o Enem deste ano com o trabalho sem as empresas consorciadas e contando com o auxílio do efetivo da FNS (Força Nacional de Segurança) para fazer a distribuição do teste pelos estados. A atuação da Força poderia resolver a questão de segurança, pois a FNS conta com quase 8 mil homens. A Polícia Federal seria responsável pela segurança da prova, mas alegou falta de efetivo e sua utilização foi barrada pelo Tribunal de Contas da União.
Outro ponto que ganha força na tática de emergência do MEC para aplicar o Enem ainda este ano é este ano é estabelecer "feriado estudantil" para que os dois dias de prova do exame nacional não coincidam com os fins de semana dos vestibulares pelo país. Em novembro, mês previsto para a aplicação da nova prova, todos os fins de semanas abrigam importantes vestibulares.
Segunda-feira (5) o MEC deve se reunir com o "comitê de governância" do Enem que é composto por 55 reitores de universidade federais e 38 diretores de institutos federais para definir adequação do calendário dos vestibulares com a nova data do Enem. Neste fim de semana integrantes do Inep seguem reunidos para discutir detalhes da aplicação da nova prova. O ministério pediu que o consórcio fizesse também neste fim de semana uma "planilha de informações" sobre custos, logística, dados de segurança e distribuição utilizados pelas empresas no primeiro processo.
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