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publicado em 11/08/2010 às 09h13:

ONU diz que pais devem participar
mais da vida escolar dos filhos

Relatório apresentado nesta terça mostra que família deve estar engajada na educação

Diego Junqueira, Luisa Ferreira e Letícia Casado, do R7

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A presença da família na vida escolar dos filhos influencia no valor que eles dão para os estudos e faz com que as crianças se preparem não apenas para encontrar um bom emprego, mas, também afeta a formação do caráter e os ajuda a tornar-se um bom cidadão. Essa é uma das observações do relatório divulgado nesta terça-feira (10) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O documento mostra que, para uma educação que permita melhores experiências de vida, é preciso conciliar o ambiente familiar com a instituição de ensino.

Os pais não podem deixar a responsabilidade pela educação dos filhos sobre as escolas e o governo. A opinião é de Flávio Comim, economista-chefe do PNUD Brasil e coordenador do relatório IVH (índice de valores humanos). Produzido a partir de 2.002 entrevistas em 23 Estados e no Distrito Federal, o documento mede as experiências vividas diariamente pelos brasileiros em três grandes áreas: saúde, educação e trabalho.

Segundo Comim, para que as escolas se tornem um local de mais aprendizado e de melhores experiências, é preciso incentivar também as famílias.

- Não investir só na educação das crianças, mas na educação das mães, pra que ela incentive os filhos.

Angela Santos, coordenadora pedagógica de uma escola particular na zona norte do Rio de Janeiro, aposta nessa relação familiar para desenvolver atividades com os alunos pequenos.

- Todo mês tem uma agenda para as crianças, os pais e professores. Há atividades dos pais com as crianças e até só para os pais. O objetivo é trazer o adulto para dentro da escola. O outro canal é no cotidiano das aulas.

Ela diz que alguns pais participam contando histórias,  outros ajudam nas aulas de música entre outras atividades.

Retrato do Brasil, dificuldades no Norte

Comim, do Pnud, diz que o relatório é um retrato para saber “o que precisa mudar de verdade” no Brasil, porque “mede processos, vivências, e não apenas resultados”. Para ele, é preciso incentivar a construção de espaços que permitam mais convivência entre os alunos, como os parquinhos nas escolas.

- O espaço físico tem a ver com os encontros. E o ambiente familiar também precisa ser educativo.

O economista afirma que os alunos precisam ser resgatados como indivíduos, e cita como exemplo a necessidade de não fazer chamada na aula pelo número, mas, sim, pelo nome.

O relatório mostra ainda que, no quesito educação, grande parte da população está preocupada em educar crianças e adolescentes para serem bons cidadãos. A única exceção foi a região Norte, onde a população se mostrou mais preocupada com a educação como finalidade para se conseguir um emprego.

Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento Todos pela Educação, afirma que a dificuldade de locomoção na região Norte complica o sistema de ensino local. A diluição de pessoas versus a questão demográfica, segundo ele, faz de lá um cenário único.

- Você tem dificuldades na região amazônica de oferecer ensino médio. Já existe uma escassez de professores [pelo Brasil]. Nessas regiões, o Estado vem adotando ensino a distância. E existe a necessidade de ingressar de forma mais imediata no mercado de trabalho. É o grande fator que diferencia o Norte das outras regiões do Brasil. 

O Pnud avaliou o sentimento em relação à educação no Brasil, e dividiu o país por regiões. A escala vai de zero a 1,0: quanto mais perto de zero, pior a condição do ensino. A região Norte teve o índice mais baixo, de 0,47 pontos; as regiões Sul e Sudeste ficaram com 0,55; o Nordeste, com 0,53, e o Centro-Oeste do país teve 0,54. A média nacional também foi de 0,54 pontos.

Assim, quanto maior o IVH, melhor o conjunto de valores que as pessoas têm; isso quer dizer que os indivíduos passam por situações de vida mais confortáveis na saúde, na educação ou no trabalho. Ou seja, o cidadão se sente melhor atendido e mais respeitado pelos serviços básicos.

Colaborou Sylvia Albuquerque, estagiária do R7

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