Filipe Araújo/Agência EstadoNo dia 8 de junho, servidores da universidade e estudantes invadiram o prédio da reitoria, quebrando portas e paredes a marretadas
27 de Maio de 2012
Laudo da perícia será conhecido na próxima segunda-feira
No dia 8 de junho, servidores da universidade e estudantes invadiram o edifício, quebrando portas e paredes a marretadas. O laudo da perícia será conhecido na próxima segunda-feira (5).
O reitor João Grandino Rodas disse em diversas ocasiões que vai entrar com ação na Justiça para punir os culpados pela depredação. Segundo ele, a polícia também investigará eventuais desaparecimentos de material da universidade, como computadores, por exemplo. A informação foi confirmada no começo desta tarde pela assessoria de imprensa do reitor.
Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, afirma que todas as paredes, materiais e equipamentos quebrados serão pagos ou consertados.
Resultados
O diretor avalia que a greve foi positiva, apesar de a isonomia salarial entre professores e funcionários ter sido quebrada pelos reitores.
A assembleia que votou o fim da paralisação durou quase duas horas. Todos os líderes do movimento disseram que a proposta da reitoria não é boa, mas necessária. A sensação no campus da USP na tarde de ontem era de que o fim da paralisação foi decidido a contragosto.
Outra diretora do sindicato, Neli Wada, espera que não haja punição contra os grevistas.
- Os servidores devem infernizar a vida desse reitor, e os grevistas não devem ter medo de represálias. Apesar de não conseguirmos vencer a luta pela isonomia, somos vitoriosos. A derrota é de toda a universidade, que está caminhando para a privatização.
Unicamp e Unesp
Em assembleia, os funcionários da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também decidiram pelo fim da greve. Mesmo sem as reivindicações atendidas, os servidores optaram por encerrar a paralisação que durou 50 dias, depois do documento assinado pela chefia de gabinete do reitor.
No texto, a reitoria se compromete a não punir ou demitir os trabalhadores grevistas e abrir negociação com a categoria para discutir sobre o reajuste salarial pedido – 16% mais adicional fixo mensal de R$ 200.
Já na Unesp (Universidade Estadual Paulista), a greve continua até, pelo menos, a próxima terça-feira (6), quando acontece uma reunião de negociação dos funcionários com a reitoria. Em entrevista ao R7, o Sintunesp (Sindicato dos Trabalhadores da Unesp) afirma que ainda não recebeu nenhuma informação dos servidores da Unicamp e da USP sobre o encerramento da greve.
Segundo a assessoria da Unesp, o número de servidores paralisados diminuiu, mas a greve continua em nove locais. Bauru é o campus que possui o maior número de servidores parados (90%), seguido de São Paulo, com 85%.
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