José Patrício/30.09.2009/Agência EstadoFelipe Pradella, que tentou vender prova do Enem para repórteres por R$ 500 mil; ele e outras quatro pessoas foram indiciadas
27 de Maio de 2012
Advogado de um dos acusados disse que Felipe Pradella assumiu ser mentor e executor do furto, mas PF não confirma
Três dos suspeitos são acusados de peculato, ou seja, seriam ou funcionários do governo ou empregados da gráfica contratada para imprimir as provas e usaram a confiança dada a eles para obter o material.
Pradella foi apontado como o mentor e executor do furto da prova pelo advogado Luiz Vicente Bezinelli, que defende Rodrigues. Ele disse que Pradella teria confessado ser o responsável pelo vazamento, mas a PF nega que a confissão tenha ocorrido.
A prova foi cancelada na última quinta-feira (1º) pelo MEC (Ministério da Educação), após confirmação do furto do exame.
O advogado disse que Craid e Pradella pediram a Rodrigues para fazer a ponte da dupla com a imprensa, já que o dono da pizzaria tinha contatos por haver trabalhado na área comercial da Agência Estado por 15 anos. O advogado de Rodrigues afirmou ainda que seu cliente não sabia que a dupla tinha a intenção de vender a prova.
R7 foi procurado
A reportagem do R7 foi procurada na última quarta-feira (30) por um homem que mostrou um caderno com as questões do Enem que supostamente seriam cobradas no domingo. O jornal O Estado de S. Paulo também teve acesso à prova.
Escute, abaixo, a conversa entre o repórter do R7 e os negociantes:
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