27 de Maio de 2012
Calouros da Unicastelo foram obrigados a beber combustível

A Polícia de Fernandópolis, cidade que fica a 555 km de São Paulo, concluiu que oito alunos veteranos da Unicastelo (Universidade Camilo Castelo Branco) cometeram três tipos de crimes ao praticar trote violento contra três calouros, inclusive, obrigando um deles, a beber um líquido que seria álcool combustível.
Segundo o delegado Gerson Donizete Piva, da Delegacia de Investigações Gerais, o inquérito sobre o caso está concluído e oito veteranos, dos cursos de veterinária e agronomia, serão indiciados nos crimes de lesão corporal, injúria e constrangimento ilegal.- Não restam dúvidas de que os três calouros foram agredidos fisicamente e humilhados.
Piva aguarda o resultado de perícias antes de enviar o relatório ao Ministério Público. Os exames vão apontar se o líquido ingerido à força por um calouro era mesmo álcool combustível, além de revelar quais efeitos o veneno de carrapato, passado nos corpos dos calouros, pode causar às pessoas.
Nesta quinta-feira (25), dois calouros prestaram depoimento na comissão de sindicância nomeada pela Unicastelo para apurar o trote. Segundo a assessoria da faculdade, os alunos acusados também deverão ser ouvidos e poderão ser expulsos.
Novo caso de violência
Em Barretos (424 quilômetros de São Paulo), a Polícia Civil identificou dois suspeitos de agredir sete alunos do Unifeb (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) em trote na noite da segunda-feira (22).
De acordo com a delegada Silvana Matias, um dos agressores, de 24 anos, cursa engenharia civil e o outro, de 19, não está matriculado em nenhuma faculdade de Barretos. Os dois serão ouvidos pela polícia e devem ser indiciados em crime de lesão corporal.
Durante o trote, os calouros tiveram os corpos queimados por creolina e tiveram que passar por atendimento médico. A polícia ainda procura outros suspeitos.
Após o caso ser revelado, a Unifeb colocou em seu site um canal para os internautas denunciarem a prática do trote violento e ajudar a encontrar outros supostos agressores.
Trote solidário
Em Bauru, a 343 quilômetros da capital paulista, 40 calouros, dos cursos de odontologia e fonoaudiologia da Universidade de São Paulo passaram os dois últimos dias pintando as paredes da escola municipal de Educação Infantil Maria Rosa da Conceição, no núcleo Geisel, um dos bairros mais carentes e populosos da cidade. O trote solidário fez com que a escola recebesse pintura nova em 28 anos.
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