A PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) afirmou que não foi paga, ainda, a primeira multa com relação ao uso de cigarro, aplicada antes da autuação ocorrida no dia 21. A razão é que a universidade entrou com recurso e espera julgamento para que o valor seja acertado.
Após a primeira multa, a instituição ampliou os fumódromos dentro do campus, para inibir o descumprimento da lei. A universidade diz, ainda, ter ampliado a fiscalização quanto ao cigarro, com seguranças percorrendo os corredores.
Segundo alunos ouvidos pela reportagem do
R7, os fiscais contratados anotavam os locais em que fumantes eram encontrados. Após a segunda autuação, a PUC-SP ampliou a divulgação da campanha antifumo da universidade, espalhando mais cartazes sobre o uso do cigarro.
Culpados
Os fumantes que causaram a segunda multa ainda não foram identificados, mas podem ser estudantes, diz a PUC-SP. Quando eles forem reconhecidos, o valor da autuação será repassado para eles, segundo a instituição.
O valor da segunda multa pode ser de R$ 1.585. Para não correr o risco de ser interditada da próxima vez em que for autuada, a PUC-SP divulgou nesta sexta-feira (30) uma nota em que pede cooperação da comunidade para cumprir a lei nos espaços internos do Campus Monte Alegre, em Perdizes (zona oeste).
Em comunicado interno, o pró-reitor de cultura e relações comunitárias, Hélio Deliberador, atribuiu o desrespeito às edificações da universidade, "construída há décadas, quando ainda não se pensava nessa Lei e, portanto, há a dificuldade do deslocamento para fumar em espaços abertos", e, também, ao "exercício da crítica [de professores que] leva à permissividade com a legislação".
Deliberador enumera, ainda, como razões para a segunda multa a população jovem que "pode confundir autonomia universitária com soberania" e a dependência da nicotina.