Robson Martins/ApeoespProfessores da rede estadual de São Paulo decidem entrar em greve
27 de Maio de 2012
Categoria reivindica 34,3% de aumento; sindicato definirá no dia 12 se mantém paralisação
A decisão foi tomada durante assembleia, que contou com 10 mil profissionais de cinco categorias, na praça da República, região central da capital paulista, desde às 15h. A Polícia Militar, no entanto, diz que cerca de 5.000 pessoas participaram da manifestação.
A expectativa do sindicato é que três professores por período escolar paralisem suas atividades, o que afeta até 50 mil educadores em todo o Estado.
Uma nova assembleia será feita no dia 12 de março para verificar se os professores voltam ou não a dar aulas - uma passeata está marcada para acontecer na avenida Paulista, na zona central da cidade.
O grupo criticou a forma como o governo propôs a incorporação da gratificação por atividade de magistério: três parcelas anuais - segundo eles, o salário dos docentes de 1ª a 4ª série sofrerá um acréscimo de 0,27% e o dos da 5ª série do fundamental ao ensino médio aumentará 0,59%.Na noite desta sexta-feira, a Secretaria de Estado da Educação afirmou, em nota, que a greve tem "decisão política". A secretaria afirma que a Apeoesp "contesta todos os programas de evolução educacional", o que prejudica as reivindicações.
Ainda em nota, o governo diz esperar que a categoria, "a exemplo das tentativas anteriores da Apeoesp, não vai se mobilizar" para entrar em greve na semana que vem.
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