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publicado em 21/11/2012 às 01h01:

Respostas mais longas costumam ser as certas? Conheça este e outros mitos da Fuvest

Professores alertam que técnicas para chutar na prova podem ser arriscadas

Do R7*

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A poucos dias de um dos vestibulares mais concorridos do Brasil, todos os professores, parentes e amigos de candidatos têm algum conselho para dar sobre a prova, mas é preciso ficar atento sobre os mitos da Fuvest. O R7 foi atrás de famosas teorias para se encontrar a alternativa certa das questões. Conheça algumas delas:

“A cara do gabarito”

Há quem diga que os acertos são divididos de forma igual entre as alternativas. Por exemplo, teoricamente, na primeira fase da Fuvest, que conta com 90 questões ao todo, cada letra corresponderia a 18 acertos. Assim, na hora de chutar seria necessário contar qual letra não têm ainda essa marcação. O coordenador de comunicação da Fuvest, professor José Coelho Sobrinho, nega a teoria. 

— As alternativas são distribuídas de modo aleatório. 

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Para criar uma apostila sobre a técnica do chute, o engenheiro civil Paulo Cesar Pereira examinou diferentes provas de concursos públicos e vestibulares. Ele conta que a técnica deve ser a última a ser usada, pois é muito arriscada.

— Os examinadores tendem a distribuir mais ou menos igual a quantidade de acertos por letras (A, B, C, D e E), mas não é bom confiar nisso porque eles já sabem que essa lógica é conhecida.

A estudante do terceiro ano do colégio Singular, de São Bernardo do Campo, Beatriz Pozzer, de 17 anos, conta que os professores aconselham deixar para resolver as questões mais complicadas para o final.

— Eles falam para chutar nessas questões as alternativas que menos assinalamos.

A reportagem do R7 pesquisou a quantidade de acertos por letras da prova “V” da Fuvest de 2011, e constatou 19 acertos com letra A, 17 B, 17 C, 19 D e 18 E.

“Quanto mais longa, mais certa”

Pereira afirma em sua apostila que “uma pequena omissão muitas vezes torna o item incorreto, por isso a alternativa certa tende a ser a mais longa”. Mas para professora de português do colégio Sesi, de São Bernardo do Campo, Raquel Patricia Godoy Bember essa tática não dá certo nas questões de linguagem.

— Em língua portuguesa, as mais longas costumam ter pegadinhas. Normalmente, metade da resposta está certa e, no finalzinho, tem alguma coisa errada.


Já o professor de matemática e coordenador do colégio Singular, Clayton Ferreira de Figueiredo, afirma que investir na alternativa mais longa "é apenas um mito". 

“Politicamente correto”

Em provas como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Pereira afirma que os itens corretos muitas vezes trazem “verdadeiras lições de moral, e acompanham o pensamento politicamente correto”. 

Raquel, concorda que esta costuma ser uma linha de pensamento do Enem, mas afirma que a Fuvest tem uma visão diferente.

— A Fuvest busca muito mais conteúdo. A preocupação dela não é muito com os valores, mas se o aluno sabe ou não.

“Casca de banana"

Chamada por Pereira de "casca de banana", algumas alternativas trazem uma afirmação correta, mas que não está baseada no texto apresentado na prova. O autor da apostila conta que esta pegadinha geralmente está na opção "a". Raquel explica que isso é feito para confundir o aluno.

— Dizem para indicar a alternativa a partir do texto. Então o aluno acaba deduzindo algo correto, mas é preciso ir pelo texto mesmo.

“Exclusão”

Um dos conselhos mais dados por professores é eliminar as alternativas que são totalmente fora da realidade. Para o professor Figueiredo, os chutes devem ser feitos apenas no fim da prova.

— Todas as questões terão o mesmo peso, por isso é bom ganhar mais pontos fazendo as mais fáceis e deixar as difíceis para o final. É preciso cuidado com o tempo. Na Fuvest, o aluno terá cerca de três minutos e meio para cada questão.

O professor alerta ainda que as alternativas da área de exatas demandam atenção aos detalhes.

— Muitas vezes colocam todo triângulo...”. É preciso questionar se a afirmação é tão exata assim. Muitas vezes falam de movimento uniforme, mas não afirmam se ele é reto ou em curva, então o aluno acaba deduzindo e não percebe os detalhes do texto.

Colaborou Jéssica Rodrigues, estagiária do R7 


 

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