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publicado em 01/11/2011 às 05h40:

Com Fernando Haddad à frente, Ministério
da Educação coleciona polêmicas e escândalos

Roubo e vazamento no Enem, kit gay, livros didáticos com erros propositais são alguns deles

Do R7

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A imagem de Fernando Haddad, o jovem ministro da Educação do Brasil que sonha em se tornar prefeito de São Paulo, sofreu mais um arranhão na semana passada. Mais uma vez, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a maior bandeira de seu ministério, tornou-se motivo de preocupação e revolta para milhões de estudantes brasileiros.

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Criado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso com a proposta de democratizar o acesso ao ensino superior, o exame vive sob a gestão Haddad sua mais aguda crise de credibilidade.

Quando se anunciou, na terça-feira (25), que mais uma vez houve vazamento no conteúdo das provas, veio imediatamente a lembrança de 2009. Naquele ano, toda a prova foi anulada depois de ser roubada, num episódio que despertou protestos em todo país. Protestos que, diga-se, começam a ser articulados novamente por meio das redes sociais, para os dias 13, 14 e 15 de novembro.

Nos próximos dias 28 e 29 de novembro, o Ministério da Educação pretendia reaplicar a prova para 639 estudantes do colégio Christus, de Fortaleza (CE), onde ocorreu mais um vazamento das questões. Mas, na última segunda-feira (31), a Justiça Federal no Ceará anulou 13 questões da prova para todos os candidatos do exame no País.

O vazamento das perguntas foi descoberto na última terça (25) quando uma conta do Facebook registrada no nome de Caio Cipriano postou imagens de perguntas de um simulado realizado pelo colégio há duas semanas. As perguntas seriam idênticas às aplicadas pelo Enem no sábado (22) e no domingo (23). Diante das evidências, o MEC anulou a prova apenas no colégio cearense. No entanto, com a nova decisão da Justiça, essa medida não poderá ser consumada. 

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Ao episódio se somam outras ocorrências graves, como o roubo das provas em 2009, num caso que teria provocado um prejuízo de R$ 46 milhões aos cofres públicos. As questões foram roubadas de uma gráfica e os ladrões tentaram vendê-las para a imprensa antes da realização da prova.

A descoberta da fraude levou ao cancelamento do Enem. A prova foi totalmente refeita e remarcada.

Na ocasião, o então presidente do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais), Reynaldo Fernandes, deixou o cargo. A marcação da segunda prova levou os estudantes a protestarem nas ruas contra a confusão - as novas datas coincidiam com alguns vestibulares - e a abstenção chegou a 1,5 milhão de inscritos.

No ano passado, houve erros na impressão das provas, perguntas repetidas e sequências erradas. Foram encontrados também problemas nas folhas de resposta. Ainda em 2010, uma professora de Remanso (BA) teve acesso ao tema da redação e avisou o marido, que depois de uma pesquisa na internet teria orientado o filho que iria fazer a prova. Como consequência, o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, também deixou o cargo em janeiro de 2011.

Outras polêmicas

Haddad, porém, não é criticado apenas pela instabilidade do Enem. Ele se envolveu recentemente em duas polêmicas. Em maio deste ano, o Ministério da Educação planejava enviar para 6.000 escolas públicas do país um kit batizado de Escola sem Homofobia, destinado a alunos e professores do ensino médio, nível em que estão estudantes com idades entre 14 e 18 anos.

O material continha vídeos - divulgados na internet - que tratavam de forma explícita de questões como transexualidade, bissexualidade, relações entre gays e lésbicas.


O material foi duramente criticado no Congresso, onde passou a ser denominado de kit gay, sob a alegação que estimularia a prática homossexual entre os jovens dentro das escolas.

Diante da polêmica, a presidente Dilma Rousseff suspendeu a produção do material e a distribuição do kit em planejamento pelo Ministério da Educação.

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que Dilma considerou o material inadequado e os vídeos impróprios para seus objetivos.

Ainda em maio, o ministro se viu mais uma vez no centro da polêmica como alvo por causa de um livro didático distribuído pelo governo em mais de 4.000 escolas com erros intencionais de concordância, para aproximar os alunos da língua popular.

Entre os erros gramaticais e incorreções, frases como “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. O ministro defendeu a publicação e reagiu contra seus críticos.


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