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publicado em 10/09/2013 às 00h30:

Sem celular nem TV: faculdades proíbem celulares e aparelhos com conexão à internet

Objetivo é deixar estudante menos conectado e mais concentrado

Do R7


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O que parece ser fora da realidade hoje em dia, é uma forte tendência em escolas e faculdades mundo afora hoje em dia: a proibição do uso de aparelhos eletrônicos modernos. Não é o Google Glass ou câmeras de alta velocidade, mas televisão e celular, tão presentes no nosso dia a dia.

A jovem Erin Milligan, antes de entrar para a aula na faculdade católica de Wyoming, nos Estados Unidos, entrega seu celular para o fiscal do colégio antes de voltar às aulas. Ela não está sendo punida, está apenas seguindo as regras da instituição em que estuda nos EUA

Isto se torna mais surpreendente quando afeta uma geração que cresceu imersa na conectividade e que praticamente não conheceu o mundo sem a internet. Ainda assim, a jovem diz que gosta disso.

— Realmente é um alívio não ter um celular. Quando você deixa de ser cativado pela tecnologia, você acha o seu verdadeiro eu —, avaliou Erin.

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As televisões e o acesso à maior parte dos sites nos computadores dos dormitórios também foram banidas. Apenas no campus a conexão na web não foi limitada, segundo informações da emissora americana de  TV Fox.

Antes do início de cada ano escolar, Erin e seus 111 colegas de faculdade deixam seus dispositivos que os mantêm conectados com amigos e famílias para trás. Os estudantes trancam seus celulares em uma caixa, disponível em cada dormitório.

Os alunos podem  checar os aparelhos para algum tipo de emergência ou se vão deixar o campus para fazer alguma viagem.

— Estamos tão experientes em tecnologia atualmente. Mas algo que é de fato predominante é a nossa falta de habilidade de comunicação genuína face a face.

Na faculdade católica, que fica em uma cidade paradisíaca na montanha  de Lander, a cerca de 240 km de Casper, o abandono da tecnologia é parte da missão da escola para incentivar o debate entre os alunos e também entre alunos e professores, informou o diretor Jonathan Tonkowich.

— Todos nós já tivemos alguma experiência em que você está conversando com alguém e o telefone dele desliga, ou a mensagem de texto se apaga, e ele para de falar com você e começa a falar com alguém que não está ali. Estou preocupado com essa direção em nossa sociedade, em que as pessoas que não estão com você são mais importantes do que as que estão.

Erin avalia que os estudantes, agora, apreciam a liberdade que desfrutam por estar desconectados e começam a se acostumar com a política incomum depois de algumas semanas na instituição.

— Percebemos que gastar muito tempo no computador nos priva de fazer algo que deveríamos estar fazendo ou algo divertido. Não quero ser alguém que está apenas digitando para os amigos em vezx de falar com eles, e que tem um perfil do Facebook que define quem eu sou.

Segundo o diretor, em seus quatro anos na escola, foram apenas duas violações a essa política, adotada em 2007. Uma delas, bem barulhenta, foi quando um estudante tentou roubar um celular no campus para usá-lo. A outra foi um desentendimento em que uma aluna precisou usar o seu celular e pensou que poderia permanecer com ele mais do que o tempo permitido. O aluno que viola a regra é obrigado a prestar serviços à comunidade.

A faculdade não vive, porém, uma utopia. Nos dormitórios, os estudantes tem acesso limitado à internet por meio de notebooks pessoais e conexão wi-fi que os permitem acessar a pouco mais de meia dúzia de sites. O email da escola e o Skype - para ligar para casa - são permitidos. Mas se os alunos tentam acessar o Facebook ou outra rede social, a página é bloqueada. Páginas de vídeo também não são permitidas. Apenas alguns poucos computadores públicos distribuídos pelo campus têm permissão para acessar um número maior de sites.

A faculdade de Wyoming não é a única a restringir o uso de aparelhos celulares. A universidade de Nevada, em Las Vegas, também decidiu banir para quem dirige o uso dos aparelhos para enviar SMS, falar ou fazer outro tipo de uso enquanto circulam pelas ruas e estacionamentos da instituição.

Na faculdade de Deep Springs, em Big Pine, na Califórnia, o corpo de estudantes decidiu, em votação recente, excluir o acesso à internet sem fio da área de convivência dos dois primeiros anos. Já a faculdade de Saint Rose, em Albany, no estado de Nova York, estabeleceu que os celulares podem ser usados pelos estudantes de graduação apenas em emergências. Mas se o aparelho tocar ou fizer qualquer outro ruído, ou seja, se não estiver no modo vibracall, o aluno pode ser alvo de uma discussão após a aula.

 
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