Alesp/DivulgaçãoEducadores da rede estadual acompanham votação na Assembléia Legislativa de São Paulo, no último dia 21 de outubro
27 de Maio de 2012
Apeoesp diz já haver entrado com duas ações judiciais e vai pedir uma terceira; Secretaria de Estado da Educação diz que não comenta o caso
Sindicatos de professores prometem fazer uma "guerra jurídica" contra o governo paulista por conta de um projeto de lei aprovado nesta terça-feira (27). Ele prevê a aplicação de provas para dar aumento salarial a professores e supervisores de escolas estaduais.
Chamado de Programa de Valorização pelo Mérito, o projeto foi sancionado neste dia 27 pelo governador José Serra. ele vai criar cinco faixas salariais para a categoria e dar e aumento de até 25% nos pagamentos de acordo com a pontuação dos professores nos exames.
A Apeoesp (sindicato dos professores do Estado de São Paulo) diz já haver entrado com duas ações na Justiça. Uma delas alega que o programa fere a isonomia (igualdade) salarial dos docentes, que é garantida por lei, afirma a presidente do sindicato, Maria Izabel Noronha.
- O projeto não contempla todos os professores, o que é inconstitucional. É injusto que haja docentes numa mesma escola ganhando mais do que seus colegas.
A segunda ação na Justiça, mais antiga, foi impetrada porque a Secretaria Estadual da Educação não teria consultado a comissão de gestão da carreira, como está previsto na lei estadual 836, de 1997.
Uma terceira representação pedindo liminar para suspender o programa vai ser enviada à Justiça, afirma Maria Izabel:
- Vamos entrar com uma ação civil pública. Queremos uma liminar que suspenda o programa. O projeto [de lei] é impreciso e cheio de falhas. Vamos fazer uma luta jurídica, porque nem a comissão [de gestão] foi respeitada.Mais ações judiciais
A Udemo (sindicato de diretores e supervisores de escolas do Estado de São Paulo) também afirma que vai acionar a Justiça contra o projeto de lei.
A previsão é entrar com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), afirma o presidente do sindicato, Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto:
- O programa mexe no plano de carreira, o que é inconstitucional. O aumento é dado sobre o salário inicial de cada categoria, o que além de tudo é muito pouco.
Segundo o presidente da Udemo, os ganhos serão de R$ 200, em média, para quem tem salário-base de R$ 981 - sem possibilidade de haver aumento antes de três anos.
A Secretaria de Estado da Educação afirma que não vai comentar o caso nem as ações judiciais propostas pelos sindicatos.
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