George Doyle/Stockbyte/Getty ImagesRemédio proporciona concentração e disposição extra para os estudos
27 de Maio de 2012
Médico tinha prova de residência, mas não queria perder a viagem de Reveillón
Uma semana tornou-se um dia sob efeito do remédio. Sua inteligência, aliada à disposição e concentração que o estimulante proporciona, lhe fizeram passar no exame.
A situação do médico se aproxima da vivida pelos amigos do cursinho de Fabiana*, estudante que concorre a uma vaga em medicina. Eles insistiram tanto que conseguiram dois comprimidos com a candidata. Sentiram-se melhor.
Pode ter sido apenas um efeito psicológico, diz ela, que obteve uma vaga na faculdade da Santa Casa de São Paulo no ano passado, época em que começou a consumir o remédio – ela tem déficit de atenção e o medicamento a ajudou a ser aprovada no vestibular. A aluna acabou desistindo do curso para tentar vaga em uma universidade pública, como USP ou Unifesp.
- Se eu tivesse tomado antes, teria passado mais cedo em uma universidade.
Por que mesmo gente sem o transtorno procura a Ritalina? A pressão na hora de tentar uma vaga na faculdade é alta. E, segundo o psicólogo Leo Fraiman, o desespero e a necessidade de aprender bastante em pouco tempo faz com que as pessoas procurem atalhos e sofram depois.
*Os nomes foram trocados a pedido dos entrevistados.
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