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publicado em 03/10/2010, às 19h20:

Conheça a trajetória de Cristovam Buarque

Ex-governador do DF, senador teve vida política marcada pela luta pela educação

Do R7, em Brasília

Poucos políticos no Brasil podem ser tão associados a uma bandeira como o senador Cristovam Buarque (PDT), candidato à reeleição, a da educação. Engenheiro com doutorado em Economia, o pernambucano fez do ensino o tema central de sua vida pública, que começou em 1985 quando se tornou o primeiro reitor eleito da UnB (Universidade de Brasília) após o período de intervenção da ditadura militar.

Nascido em Recife (PE), em 1944, Cristovam se formou em 1966 pela Escola de Engenharia do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco. Participou do movimento estudantil e, em seguida, militou na AP (Ação Popular), organização clandestina de esquerda que lutava contra a ditadura. Com o aumento da tensão política no Brasil após o AI-5, optou pelo autoexílio na França.

Em Paris, fez o doutorado em Economia na Sorbonne, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Após a conclusão do curso, trabalhou no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) até 1979, quando retornou ao Brasil e se tornou professor da UnB.

Durante o doutorado e o período na UnB, escreveu cerca de 20 livros e desenvolveu a tese de que existia um “apartheid social” no Brasil, com os pobres destinados a serem sempre pobres devido à falta de acesso ao estudo e a oportunidades – cenário que só seria revertido com o investimento maciço em educação.

Filiado ao PT, foi o candidato do partido ao governo do DF após a atuação como reitor, sendo eleito para o mandato 1995-1999. Durante seu governo, implantou o Bolsa-Escola, programa de assistência social que remunerava os pais mediante a manutenção dos filhos na escola. Candidato à reeleição, foi derrotado por Joaquim Roriz.

Ainda no PT, se elegeu senador em 2002, sendo convidado por Lula para ser seu primeiro ministro da Educação. Após dois anos à frente do ministério, foi demitido por telefone pelo presidente, que considerava que por ter um perfil muito “acadêmico”, Cristovam não exercia uma boa gestão da pauta.

Após o constrangimento causado pela demissão do cargo de ministro, Cristovam saiu do PT e ingressou no PDT, onde foi candidato à Presidência da República em 2006, tendo como tema central da campanha mais uma vez a educação. Ficou em quarto lugar, com pouco mais de 2% dos votos. Nos últimos quatro anos de seu mandato no Senado continuou centrando sua atuação na área do ensino.

Embora defendesse uma candidatura própria de seu partido à Presidência – de preferência com ele na cabeça da chapa -, acatou a decisão da cúpula do PDT, que declarou apoio a Dilma Rousseff (PT), e apareceu em comícios e caminhadas no DF ao lado da petista.

Casado com Gladys Buarque, Cristovam tem duas filhas.

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