R7

Buscar no R7

Terça-feira, 18 de outubro de 2011

publicidade

Notícias

Fonte:

publicado em 03/09/2010, às 22h33:

Contador diz que assinou documento
de partido após “cervejinha”

TRE-SP afirma que falso procurador da filha de Serra foi filiado ao PT

Thiago Faria e José Henrique Lopes, do R7

Embora diga não lembrar de detalhes e nem a data precisa, o contador Antonio Carlos Atella Ferreira admitiu na noite desta sexta-feira (3) ao R7 que pode ter se filiado ao PT há alguns anos durante um “showmício” com a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. Segundo Atella Ferreira, membros do partido pediram a ele que assinasse um documento para ajudar a agremiação, e ele não se negou.

De acordo com o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), o responsável por retirar dados fiscais da filha de José Serra (PSDB) da Receita Federal compôs os quadros do partido a partir de 2003. A assessoria de imprensa do órgão, no entanto, diz que há uma “anotação de exclusão” nos registros do tribunal em novembro de 2009, mas não há como atestar que ele não pertence mais ao partido. Procurada pela reportagem, a assessoria do PT disse que estava consultando seu banco de dados e que deve divulgar uma nota sobre o assunto em breve.

Atella Ferreira conta que foi após algumas “cervejinhas” que ele assinou a suposta ficha de filiação, mas que não entregou os demais documentos necessários ao partido, motivo que teria levado à sua exclusão.

- Eles chegaram e pediram: assina aqui. E eu assinei. Mas sou eleitor do Serra.

Os dados de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, teriam sido acessados através de uma procuração em nome de Ferreira. No entanto, a própria Receita admite que o documento era falso e que houve irregularidade no acesso às informações sigilosas.

Serra culpa a campanha de sua adversária Dilma Rousseff (PT) pelo vazamento e diz que os dados de sua filha serviram para alimentar um suposto dossiê montado pelos petistas. O seu partido chegou a pedir a cassação da candidatura de Dilma por “abuso de poder” e “uso da máquina” para fins eleitorais, o que não foi aceito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

x

Envie para um amigo

publicidade

Shopping

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A