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Terça-feira, 18 de outubro de 2011

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publicado em 30/10/2010, às 12h36: atualizado em: 30/10/2010 às 13h12

Dilma diz que não guarda mágoas de campanha e convoca união após eleição

Em último evento, Dilma fala sobre papel de Lula em seu possível governo

Divulgação

Dilma encerra campanha com carreata em Minas Gerais, seu Estado natal

Wanderley Preite Sobrinho, enviado do R7 a Minas

Em seu último evento público antes da eleição, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse não guardar mágoas da disputa, referindo-se a ataques da campanha do adversário José Serra (PSDB).

- Eu não guardo mágoas. Acho que, quando a gente guarda mágoa, a gente carrega aquele peso na alma e não tem aquela generosidade, necessária a qualquer um de nós.

A declaração foi feita na região do Lago da Pampulha, em Belo Horizonte, pouco antes de a petista iniciar uma carreata pelas ruas da capital mineira.

Rodeada por militantes, Dilma fez um apelo de união após o segundo turno e prometeu governar para todos os brasileiros.

- Depois da eleição, eu quero reunir o Brasil em torno de um projeto de desenvolvimento, não só material, mas de valores.

A presidenciável falou ainda que quer “transformar [o país] em um exemplo de um lugar de convivência, tolerância e com capacidade de viver em paz”.

Minas Gerais foi o local escolhido para encerrar a campanha por ser o Estado natal da candidata. Para ela, Belo Horizonte é a cidade que tem que como referência em sua vida.

- Acho simbólico que nesse final de campanha eu retorne aqui e faça um fechamento da minha campanha nesse lugar.

Papel do Lula

Ao falar sobre o possível papel do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu possível governo, Dilma disse que “obviamente ele não terá presença no ministério”, mas será importante para a gestão.

Segundo ela, Lula será sempre uma pessoa em quem ela poderá ter "imensa confiança".

- Conversarei com o presidente, terei uma relação muito íntima e muito forte [com ele]. Ninguém vai me separar do presidente Lula.

Carreata

A campanha começou a carreata pela zona norte de Belo Horizonte usando um carro de som. Como a estratégia é proibida hoje pela lei eleitoral, véspera do pleito, ela foi abortada.

O evento lotou as ruas da periferia e parou o trânsito.

Dilma deve seguir agora para Porto Alegre (RS), onde irá votar amanhã.

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