publicidade
publicado em 01/09/2010, às 20h13:
Dilma nega envolvimento de campanha em acesso a dados fiscais da filha de Serra
Candidata defendeu apuração antes da eleição e disse que acusação é “calúnia”
Confira Também
Do R7
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou qualquer envolvimento de sua campanha com o acesso a dados fiscais de Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. Em entrevista na televisão na noite desta quarta-feira (1º), Dilma voltou a afirmar que as acusações são uma “calúnia” e defendeu que a apuração do caso seja feita antes da eleição.
- A maior interessada nessa apuração sou eu. Quero mais uma vez, de forma enfática, repudiar essa prática sistemática de levantar acusações e não mostrar uma única prova.
Hoje, a Receita Federal reconheceu que o acesso aos dados de Verônica Serra foi feito com uma procuração que tinha assinatura falsa da filha do tucano.
Dilma defendeu que o caso seja apurado antes da eleição e afirmou que tanto a Receita quanto a Polícia Federal devem participar das investigações. Mais uma vez a petista disse que Serra e a oposição fazem acusações “levianas” e “caluniosas”.
- Não entendo as razões que levam o candidato da oposição [Serra] a levar contra minha campanha uma acusação tão leviana, que não tem provas nem fundamentos. Temos que ter clareza, em setembro de 2009 [quando os dados da filha de Serra foram acessados] minha campanha não existia, porque eu nem pré-candidata era. Nessa eleição é preciso tomar cuidado com leviandades e calúnias.
Em sua defesa, Dilma afirmou que as notícias de quebra de sigilo apontam que 140 pessoas tiveram dados acessados. Segundo ela, a maioria das pessoas que tiveram o sigilo quebrado não são ligadas a partidos políticos.
Possível governo
Questionada sobre a formação de um possível governo, Dilma disse que ainda não vai discutir nomes. Segundo ela, falar da composição de governo seria um desrespeito com a população. Em relação ao nome do ex-ministro Antonio Palocci, Dilma elogiou o petista, mas voltou a dizer que não discute formação de governo.
A petista também defendeu que os envolvidos no mensalão do PT – escândalo que abalou o governo Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 – sejam julgados rapidamente.
Economia
Dilma negou que o Brasil vá enfrentar uma “bolha de consumo” provocada pela grande oferta de crédito. A candidata do PT usou números do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mostrar que a economia brasileira está no caminho certo.
- Crédito foi de 400 bilhões [de dólares] para 1,3 trilhão [de dólares], foi isso que capacitou o Brasil crescer 7%. Esse é um processo virtuoso.
A petista afirmou que os brasileiros precisam de um “duplo movimento”, de ter direito a valores materiais, sem deixar de lado os valores morais.
Questionada sobre o valor do salário mínimo em um possível governo Dilma, a candidata evitou estipular uma meta e voltou a dar números do atual governo para ilustrar que o poder de compra do brasileiro melhorou.
