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Terça-feira, 18 de outubro de 2011

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publicado em 15/10/2010, às 09h27:

Movimento Marina Silva discute rumos e aposta em candidatura da “musa” em 2014

Com 45 mil integrantes, organização espera atrair mais partidos para discussão

Divulgação/10.06.2010

Eduardo Rombauer na convenção que oficializou a candidatura de Marina Silva: Movimento discute rumos

Marina Novaes, do R7

Criado três anos antes das eleições de 2010 com a ideia de inventar uma “nova forma de fazer política”, o Movimento Marina Silva vive agora uma fase de reinvenção. Embora ainda não tenha definido quais rumos tomar daqui para frente, a organização – que já conta com mais de 45 mil membros – dá sinais de que irá insistir na candidatura de Marina Silva (PV) para presidente da República, desta vez, em 2014.

Em entrevista ao R7 na sexta-feira (9), Eduardo Rombauer, um dos idealizadores e fundadores do movimento, contou que o grupo vem discutindo propostas para definir qual será a nova identidade e os rumos da organização com o fim das eleições. Segundo ele, apesar da indefinição em relação aos próximos passos, uma coisa é certa: convencer Marina a concorrer na próxima disputa.

- Certamente o movimento vai continuar defendendo a Marina presidente e vai continuar discutindo uma nova forma de fazer política. [Vamos] Continuar preparando terreno para a próxima disputa presidencial, mesmo que seja preciso novamente convencer Marina. Outra coisa que certamente deve continuar é a discussão sobre o Brasil que queremos.

A busca por uma nova “vocação” não é uma novidade para o movimento, que tem pouco mais de três anos. Embora sempre tenha defendido a candidatura de Marina à Presidência, o grupo teve de se “reinventar” quando viu seu desejo se tornar realidade no início de 2010.

Apesar de não integrar o Partido Verde, partiram do movimento algumas das maiores iniciativas para alavancar a campanha da senadora, como a criação das “Casas de Marina”; da expressão “marineiros”; e a mobilização de militantes tanto nas ruas quanto via web (pela campanha “seja + 1”), por exemplo.

Com o fim das eleições – Marina recebeu mais de 19,6 milhões de votos e deixou a disputa na terceira colocação – o movimento espera agora influenciar mais partidos e ajudar na formação de novos líderes que, assim como a ex-ministra do Meio Ambiente, personifiquem essa mensagem da “nova política brasileira”.

- Queremos influenciar mais partidos a entrar nessa onda, de discutir o Brasil que queremos. Hoje, os partidos estão em profunda crise, mas eles não vão morrer, nem vão deixar de existir. A nossa ideia é aprender a fazer essa ponte entre a política tradicional e a nova forma de fazer política, que surge através de redes, como a gente.

Na pauta de discussões está uma possível mudança do nome do grupo, que começou como “Movimento Marina Silva Presidente” e mudou para “Movimento Marina Silva”. Entretanto, o número surpreendente de votos obtidos pela verde e a visibilidade que a organização ganhou na campanha podem fazer com que a identidade seja mantida.

Neutralidade

Enquanto o movimento discute sua reinvenção, a “musa” do grupo discute com a legenda quem apoiar no segundo turno: a candidata do PT, Dilma Rousseff, ou o candidato do PSDB, José Serra.

Rombauer, que ressalta não falar em nome do grupo, não esconde a preferência pela neutralidade de Marina no segundo turno, sem optar por Dilma nem Serra.

- Eu, pessoalmente, preferiria a neutralidade. Porque, na verdade, a neutralidade é um posicionamento político.

Sem líderes ou representantes oficiais, o movimento também tem abordado a pauta para tentar chegar a um consenso sobre o assunto, até o dia 17 deste mês, quando a campanha de Marina se reúne para divulgar um posicionamento.

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