R7

Buscar no R7

Terça-feira, 18 de outubro de 2011

publicidade

Notícias

Fonte:

publicado em 20/10/2010, às 18h01:

PF diz que jornalista fez dossiê tucano
após Aécio ser alvo de investigação

Amaury Ribeiro Jr. negou em depoimento que agia a mando de alguém

Do R7, em Brasília

A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (20) que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi quem encomendou as quebras de sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato à Presidência José Serra (PSDB), e seu marido Alexandre Bourgois.

Ainda segundo a PF, em depoimento, ele disse que decidiu investigar os tucanos, em 2008, após saber que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também era alvo de uma investigação clandestina. Na época, Aécio disputava com Serra a indicação do partido para concorrer à Presidência da República.

Mas, segundo um dos coordenadores da investigação, delegado Alessandro Moretti, “em nenhum momento” no depoimento, Amaury afirma ter iniciado a investigação a mando de alguém.

- Ele fala que foi por conta própria. Em nenhum momento, ele diz se alguém solicitou ou se trabalhava para alguém.

Na época, o jornalista trabalhava para o jornal Estado de Minas. Ele diz que retomou uma investigação iniciada há cerca de dez anos, sobre supostas irregularidades no processo de privatização dos serviços de telefonia, realizado no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Na entrevista concedida pela PF, Moretti e o diretor-geral da corporação, Luiz Fernando Correa, descartaram motivações políticas para a quebra dos sigilos e o vazamento das informações.

Ainda em seu depoimento, de acordo com a PF, Amaury afirmou que, segundo suas próprias fontes, a investigação contra Aécio Neves teria partido de pessoas ligadas ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), supostamente em favor de Serra.

A PF rastreou os contatos que Amaury fez para obter os dados sigilosos da Receita. Segundo disse, os custos de viagem entre Brasília e São Paulo foram pagos pelo jornal Estado de Minas.

A pessoa que entregou os dados a Amaury, o despachante Dirceu Rodrigues Garcia, disse à PF ter recebido cerca de R$ 12 mil pelo trabalho. Mas a PF não chegou a concluir se foi o jornal que pagou esse valor para Amaury obter os dados.

Assista ao vídeo:

x

Envie para um amigo

publicidade

Shopping

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A