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publicado em 20/10/2010, às 18h46:
PT pede investigação de suposta
"central de espionagem" de Serra
Inquérito foi motivado por resultados da apuração da PF sobre quebra de sigilo
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Gabriel Mestieri, do R7, em Brasília
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta quarta-feira (20) que o partido vai pedir à Polícia Federal para que investigue uma suposta central de espionagem operada no final de 2009 pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) a favor do então governador de São Paulo e hoje candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra.
De acordo com Dutra, a decisão foi tomada após a Polícia Federal afirmar que a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra foi feita pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que alegou que estava protegendo Aécio Neves, àquela altura concorrente de Serra para concorrer à Presidência pelo PSDB.
Para o presidente petista, o resultado das investigações, divulgado hoje pela PF, “comprova o que dizíamos desde o início” sobre o suposto dossiê, de que “não houve solicitação, encomenda, ou ligação do PT ou da campanha” [de Dilma] relativa à quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra.
- O que podemos constatar é que caiu por terra qualquer tentativa do candidato Serra de dar forma de estrela a esse episódio, a esse bicho. Esse bicho tem perna, pena e bico de tucano.
Dutra afirmou que o inquérito da PF já deixou claro que houve a quebra de sigilo, quem foi o seu autor [o falso contador Antônio Carlos Atella] e mandante [Amaury Ribeiro Jr.], mas que ainda falta descobrir o “motivo”, daí o pedido de investigação sobre a suposta central de espionagem de Serra.
- Não temos nem tivemos qualquer responsabilidade nesse episódio. Pedimos o primeiro inquérito, fizemos aditamento e agora a partir do que foi informado hoje estamos solicitando investigação dessa central de espionagem comandada pelo deputado Marcelo Itagiba, que além de tucano é araponga contumaz.
Hoje, em nota, a PF afirmou que as investigações não apontaram ligação entre as quebras de sigilo e a campanha de Dilma. A investigação, que durou quatro meses e ouviu 37 pessoas, concluiu que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. "utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias".
As denúncias publicadas em jornais diziam que Amaury teria participado, em abril, de um encontro com membros da campanha petista onde teria sido discutido a montagem de um dossiê, material recheado de denúncias contra Serra.
A PF diz, no entanto, que os dados sigilosos obtidos por Amaury na Receita, entre setembro e outubro do ano passado, não foram coletados para a campanha política.
