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publicado em 01/09/2010, às 17h34:
Serra diz que PT comete “duplo crime” em caso de acesso a dados fiscais de sua filha
Candidato compara episódio ao de 1989, em que Collor falou sobre a filha de Lula
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Thiago Faria, do R7
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quarta-feira (1º) que o episódio de acesso aos dados do Imposto de Renda de sua filha Verônica constitui um duplo crime cometido pela campanha de sua adversária na disputa, Dilma Rousseff. Além da quebra de sigilo, ele comentou a falsificação de um documento para que os dados pudessem ser obtidos no órgão federal.- São dois crimes aí: um crime contra a Constituição, que é a quebra de sigilo, e o segundo crime, de falsidade, porque montaram um documento forjado, como já está documentado, como se ela tivesse assinado coisa que não assinou.
O candidato do PSDB voltou a comparar o caso ao episódio ocorrido na campanha de 1989, quando o ex-presidente Fernando Collor levou Lurian Cordeiro da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à televisão, para atacar o petista.
- Agora se repete, ironicamente, o que o próprio Collor fez com o Lula, que foi botar a filha dele no meio da eleição.
O tucano mais uma vez lamentou o envolvimento de sua família e disse que o PT levou a disputa a um nível “sujo”.
Irritado, ele disse que seus advogados irão tomar providências judiciais contra a camopanha de Dilma por conta da quebra de sigilo e da falsificação do documento.
A declaração de Serra acomteceu logo após participar de evento no qual recebeu apoio de representantes sindicais em São Paulo. Além de UGT, Nova Central, CTB, sindicatos dissidentes da Força Sindical – instituição que apoia Dilma – foram manifestar apoio ao tucano em um clube da zona sul da cidade.
Aos sindicalistas, Serra disse que vai trabalhar pelas reivindicações da classe, mas evitou se comprometer com uma das principais bandeiras das categorias, que é a redução da jornada de trabalho.
