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Terça-feira, 18 de outubro de 2011

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publicado em 02/09/2010, às 13h53:

Líder do PSDB acusa Receita de "operação abafa" em quebra de sigilo de tucanos

Eduardo Jorge defende apuração completa dos fatos

Gabriel Mestieri, do R7, em Brasília

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, disse nesta quinta-feira (02) que existe uma “operação abafa” na Receita Federal para impedir que se investigue com rapidez as quebras de sigilo de pessoas ligadas aos tucanos, incluindo a filha do candidato José Serra, Verônica.

- É claro que existe uma “operação abafa”. Sabiam de tudo isso e estavam passando informações a conta gotas. Isso deixa claro o uso eleitoral da máquina administrativa.

O tucano diz que, mais do que indicar onde e como ocorreram as quebras de sigilo, é necessário que seja feita uma “apuração completa dos fatos”, indicando quem encomendou o dossiê, aonde ele chegou e qual o uso político.

Para Eduardo Jorge, seria fácil realizar essa apuração. Bastaria investigar quem fez a solicitação falsa ao contador (incluir nome do contador) que pediu à Receita os dados da filha de Serra. Para o tucano, no escritório do contador a polícia poderia achar recibos, contabilidade e registros telefônicos através dos quais seria possível monitorar a origem e o destino dos dados sigilosos.

No meio tucano, é dado como certo que a quebra de sigilo de outras pessoas ligadas ao PSDB vão aparecer nos próximos dias.

Procurada pelo R7, a assessoria da Receita Federal afirmou que não vai se pronunciar sobre as acusações de Eduardo Jorge.

O episódio de quebra de sigilo de dados da Receita começou com o vice-presidente do PSDB e as informações fariam parte de um dossiê contra a campanha de Serra. Em seguida, mas três tucanos teriam sido alvo de vazamento no órgão. Membros do PSDB tentam responsabilizar o PT, que nega qualquer envolvimento no episódio.

Em seguida, foi a vez da divulgação do acesso aos dados da filha do tucano. A Receita informou que foi usada uma procuração falsa para acessar os dados fiscais da contribuinte de 2008 e 2009.

A Receita Federal admitiu que houve acesso irregular a informações sigilosas e, se algumas denúncias forem confirmadas, o caso pode ser investigado pela Polícia Federal. Sobre os primeiros vazamentos, foi aberta uma investigação na Corregedoria da Receita.

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