11/12/2013 às 17h50 (Atualizado em 11/12/2013 às 18h05)
Campanha eleitoral para a Presidência pode passar dos R$ 300 milhões
Valores foram citados durante julgamento sobre proibição de financiamento privado no STF
O custo da campanha eleitoral no Brasil é um dos mais elevados do mundo. Essa é a conclusão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, relator da ação que proíbe o financiamento privado de campanhas eleitorais e está sendo julgada nesta quarta-feira (11).
Durante a leitura de seu voto, em processo que analisa se a doação de pessoas físicas e de empresas a partidos políticos é constitucional, Fux citou pesquisa que fez para fundamentar sua decisão. Segundo o ministro, a campanha de um candidato a presidente da República, por exemplo, pode passar de R$ 300 milhões no Brasil.
Nas eleições de 2010, ainda de acordo com a pesquisa do ministro, um deputado federal eleito gastou mais de R$ 1 milhão durante a campanha, enquanto um senador desembolsou R$ 4,5 milhões. Na campanha para governador, os gastos foram da ordem de R$ 20 milhões.
O ministro do STF também comparou os gastos com as campanhas realizadas na Europa, levando em consideração a população dos países. Enquanto no Brasil se gasta, em média, R$ 10,93 por pessoa durante uma campanha eleitoral, na Alemanha, esse valor é de R$ 2,21. Na França o gasto cai para R$ 0,45 por pessoa.
Para o ministro, não há explicação para tantos gastos.
— Não há justificativa razoável para a expansão volumosa dos gastos de campanha no Brasil.
Os dados são baseados em pesquisa empírica, realizada pela Clínica de Direitos Fundamentais da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Os números também indicam o aumento dos gatos em 10 anos.
Nas eleições de 2002, os candidatos gastaram cerca de R$ 800 milhões durante toda a campanha. Uma década depois, em 2012, os valores gastos ultrapassaram R$ 4,5 bilhões - um aumento de quase 600% nos gastos eleitorais.
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