Com tantas atividades no dia a dia, é comum que mães e filhas (inclusive as mais novas) tenham muito pouco tempo para ficar juntas. Algumas delas encontraram no momento destinado ao cuidado com a beleza e o corpo um tempo de qualidade para estarem juntas.
É o caso da publicitária Renata Abdalla, 42, e sua filha, Giordana Abdalla, 15. A ida à academia foi a solução encontrada pelas duas para que tivessem juntas um momento que fosse realmente de lazer. A mãe conta que a ideia surgiu quando começou a perceber que a rotina das duas andava pesada demais.
- Ela estuda em uma escola muito rigorosa e em boa parte do tempo que tínhamos juntas eu precisava perguntar das tarefas, dos estudos, da arrumação do quarto... Vi que eu estava perdendo a parte gostosa de ser mãe.
A solução? Boxe duas vezes por semana e musculação em pelo menos duas. O que para muitas pessoas pode parecer dureza, uma rotina pesada de exercícios físicos, para mãe e filha é, literalmente, um momento de relaxamento e aproximação entre as duas. Elas fazem exercícios da academia Runner, na zona sul da capital paulista.
- Eu fiquei mais próxima da minha mãe. Lá a gente esquece de tudo e ficamos focadas só no que acontece lá, longe dos problemas de casa. Às vezes conversamos como duas amigas mesmo.
Mas, por outro lado, Renata diz que não gosta nada pensam que elas são amigas. Ela diz gostar do papel de mãe e ter medo de “cair no ridículo” de parecer uma menina da idade da filha.
Mais do que uma companhia, a mãe, nesses casos, é também um grande estímulo para a filha – não só para a malhação de cada dia, mas um espelho para que a filha não se esqueça de cuidar do corpo. É assim para Débora Oporto, de 27 anos, que se exercita com o mesmo personal trainer da mãe.
- Ela sempre me incentivou para cuidar do corpo. É um verdadeiro espelho para mim.
Débora aprendeu a lição direitinho. Tanto é que já leva para academia a filha Isabella, de apenas um ano. Juntas, elas fazem uma aula de natação especial para bebês.
Mamãe e bebê
Aumentar o vínculo entre mãe e filho desde o comecinho dessa relação é a proposta das aulas de natação especiais para bebês, que são acompanhados pelas mães. De acordo com Marjore Maimimi Rodolpho, professora da academia 4fit, essas aulas, que duram 45 minutos, precisam ser bem lúdicas, com músicas infantis, brinquedos e várias atividades para entreter os pequenos.
Luciana Calache, 31, e sua única filha, Isabellah, de sete meses, participam dessas aulas há dois meses.
- Me sinto muito mais próxima da minha filha quando estamos na piscina. É muito bom poder acompanhar o desenvolvimento dela e ver o quanto ela se diverte na água. O problema é durante o banho. Como ela ficou mais fortinha e acostumada a bater as pernas e os braços durante as aulas, ela quer fazer o mesmo na banheira. E aí é uma aguaceira só. Tudo fica molhado.
De acordo com Marjore, durante a aula, o máximo da coordenação motora do bebê é explorada e o gasto de energia é grande. Luciana confirma.
- Acho muito bom ver que a Isabellah chega em casa cansada, mas no bom sentido. Ela chega da aula, come e dorme.
A mãe, que nada desde criança, faz a atividade – que é aconselhada para crianças de seis meses até os dois anos de idade - com a filha uma vez por semana.
- Pretendo continuar a praticar essa atividade até que ela complete dois aninhos e quando não posso, peço para o pai ir com ela. Ele também adora.
A professora Marjore disse que se sente gratificada ao ver o envolvimento entre mães e filhos.
- Já aconteceu de a criança começar a dar os primeiros passinhos durante a aula e a mãe ficar supercontente por viver aquele momento. Fico feliz de participar de casos como esse.