Reprodução / www.zero-star-hotel.comAs instalações do hotel são simples, mas a hospitalidade é nota dez
8 de Fevereiro de 2012
A próxima moda qual vai ser? Acomodação que simula pensão de zona portuária?
O hotel usa o espaço de um abrigo nuclear abandonado na cidade de Teufen, próximo da fronteira entre Suíça e Áustria e já na entrada adverte seus hóspedes dizendo que, apesar do hotel ser “zero estrela”, este é o novo jeito de ser sete estrelas.
O lugar tem capacidade para 14 pessoas. Oito dormem em quatro camas de casal e o resto delas é espalhado em camas de solteiro. Todo mundo divide duas grandes salas e não há divisórias que separem uma cama da outra. Só há um banheiro e ele é compartilhado por todos os hóspedes. É assim mesmo: todo mundo junto.
Antes de reclamar da falta de espaço, os idealizadores pedem que se leve em consideração que o hotel é um antigo abrigo nuclear que, em tempo de guerra, deveria abrigar cerca de 200 pessoas.
Existe apenas uma televisão e não passa nada nela a não ser imagens do mundo exterior. O hotel não tem janelas e este é o único jeito que existe de se olhar para fora. Quem ficou hospedado lá garante que, por causa disso, ao sair na luz do dia, o hóspede é invadido por uma indescritível sensação de liberdade.
Na real, o Null-Stern Hotel é uma instalação criada pelos artistas conceituais (e irmãos gêmeos) Frank e Patrik Riklin. O que eles querem é discutir essa mania que suíço tem de construir abrigos nucleares. Segundo eles, o país tem mais de meio milhão dessas sobras da Guerra Fria e continua a construir mais e mais delas.
A brincadeira parece ter feito sucesso e, em apenas três meses de funcionamento, o hotel já tem reservas até 2012.
O preço é bom: cerca de 40 reais por pessoa, incluindo café da manhã.
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