Reprodução (atlasobscura.com)Imagine o terror que Lennon passa em Cuba. Essas coisas a oposição não vê
9 de Fevereiro de 2012
Como a obra teve os óculos roubados por vândalos, um segurança velhinho faz vigilância
A cerimônia de inauguração teve a presença de Fidel Castro – fã de Lennon, apesar de o regime comunista em Cuba ter banido a cultura pop nos anos 60 e 70. Mas o comandante sempre gostou dos Beatles. E só revelou que era fã de carteirinha quando pediu para construir o parque e o monumento em homenagem ao seu integrante preferido da banda.
Nas décadas de 60 e 70, cubanos só podiam ouvir o som do quarteto de Liverpool clandestinamente, em aparelhos de som caindo aos pedaços. Mas Castro liberou o culto nos anos 90 – até mostrar paixão pelo grupo inaugurando o parque John Lennon. Dizia que Lennon era rebelde e um homem que odiava os valores americanos. Só que o tiozão não sabia que tinha tanta gente em Cuba não muito fã dos músicos ingleses – ou de Lennon, especialmente.
A estátua do autor de Instant Karma tem uma sina: vive sendo atacada. Seus óculos já foram afanados várias vezes. Sentada no meio do verde, ela sofre com depredações e até ovos atirados.
Por causa dos vândalos, o governo colocou um guarda para vigiá-lo. Por enquanto o trabalho é feito durante o dia. A responsabilidade é de um tira velhinho, que diz só ter visto gente fazendo fotos.
O governo divulgou comunicado e uma propaganda informando que a estátua de Lennon é um símbolo e que precisa ser respeitada. Ela só não encontrou a paz ainda, coitada.
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