Reprodução (www.weirdasianews.com)Nada de número um ou dois
10 de Fevereiro de 2012
Vasos sanitários são usados para descarregar os problemas privados
Casais japoneses têm feito esse caminho para afastar os espíritos ruins que rondam as uniões. Reúnem-se para conversar. Depois, cada um – é preciso privacidade, afinal - vai até o banheiro sagrado e deposita ao lado do vaso a sua peça da discórdia. Por fim, dá a descarga. Esse ritual torna o casamento mais arejado, acreditam.
Pode ser melhor que divórcio. O diretor do templo Tadashi Takagi explica:
- Maridos e mulheres se dedicam a alguns momentos solitários de paz no banheiro sagrado. E saem de lá mais felizes.
Pode-se também anotar pensamentos e problemas em um pedaço de papel e deixar em um dos sanitários santos de Mantojuki.
Há quem queira ir até lá para acabar de vez com o casamento, mas sem brigas homicidas. Para esses casos, o diretor indica outro tipo de toalete: o branco, chamado "enkiri" – que corta laços. Nesse local, é preciso levar o nome do parceiro ou da parceira num pedaço de papel e depositar num local acima do vaso. Para os japoneses, isso é tiro e queda. O matrimônio termina ao final da descarga.
O banheiro escuro, mais comum, atende casais que desejam "enmusubi" (estreitar os laços). Nesse ambiente, pode-se lavar a roupa suja de outra forma – fazendo uma lista dos problemas mais comuns e atirando na privada.
A única regra do templo é não usar o toalete de maneira convencional – não pode nem fazer o número um nem o dois. Se insistir, esse ato poderá resultar numa besteira bem suja. Uma maldição, contam, cairá sobre a pessoa. Ela não vai conseguir dividir o vaso sanitário com o ser amado nunca mais, nem nessa nem na próxima existência.
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