Hora 7

Aos 81 anos, misterioso Homem-Leopardo morre como escolheu viver: sozinho e feliz

15/6/2016 às 06h50



Do R7

Tom Leppard, nascido Thomas Woolridge, foi soldado e, por 20 anos, viveu em uma ilha distante de todo mundo Reprodução/Mirror

Thomas Woolridge morreu do jeito que sempre foi em vida: um mistério discreto e solitário.

Nascido na Inglaterra, ex-soldado britânico, ex-recordista do Guinness como “homem mais tatuado do mundo”, o Homem Leopardo não era exatamente a pessoa mais sociável do mundo.

Por mais que muita gente usasse a explicação mais simples — “ele só quer aparecer” — para entender a obsessão do cara com tatuagens — coisa que fez com que ele gastasse o equivalente a R$ 30 mil — o Homem Leopardo viveu como um eremita.

Por 20 anos, ele viveu em um barracão sem eletricidade nem água encanada na Ilha de Skye, na costa da Escócia e só ia até o continente para buscar mantimentos. Para isso, ele ia sozinho remando em seu caiaque e voltava com os mantimentos que precisava.

Poucos anos antes de morrer, o Homem leopardo se mudou para uma casa de repouso em Inverness, na Escócia.

Seu corpo era inteiramente recoberto por manchas no padrão das pintas de um leopardo e, na maior parte das fotos recentes, ele é retratado usando praticamente nenhuma roupa.

Embora diga que não se arrepende em momento nenhum de ter usado as suas tatuagens para ganhar dinheiro, mas só se encontrou mesmo nestes últimos 20 anos em que viveu em isolamento total.

Depois que mudou para o continente, Woolridge – que usava o nome artístico de Tom Leppard — continuou discreto como sempre foi. Em uma das suas últimas entrevistas, ele falou justamente sobre isso.

— Minha vida nem mudou muito. Nunca incomodei ninguém quando vivia no barraco da ilha e eles também não me incomodava. Na real, eu nem sou tão interessado assim a respeito das coisas que rolam pelo mundo afora.

O Homem Leopardo ainda está na edição deste ano do Guinness – Livro dos Recordes como o idoso mais tatuado do mundo.

Outra coisa curiosa sobre o Homem Leopardo é que ele nunca foi um grande fã do bicho leopardo. Apenas achava bonito o padrão de suas pintas.

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