Internacional

22/12/2012 às 20h12 (Atualizado em 22/12/2012 às 20h12)

Abbas diz que fará de tudo para impedir projeto de construção israelense

EFE

Jerusalém, 22 dez (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, qualificou neste sábado o polêmico projeto de construção israelense no setor E-1, entre Jerusalém e Cisjordânia, como uma "linha vermelha" e que estaria disposto a fazer o possível para evitar a realização do mesmo. Em um discurso perante o Conselho Assessor do Fatah, realizado hoje em Ramala, Abbas disse que o polêmico plano "nunca acontecerá", e que mantém contatos "a todos os níveis para impedir o desenvolvimento desse projeto israelense que busca sabotar o processo de paz". De acordo com a agência oficial de notícias da "ANP", Abbas ressaltou que os assentamentos judaicos, sob qualquer forma, são ilegais e inaceitáveis e, por isso, devem ser desmantelados para dar espaço ao caminho da paz e da estabilidade na região. "O mundo inteiro rejeita os assentamentos e diz que são ilegais", acrescentou o dirigente palestino em alusão à recente condenação do Conselho de Segurança da ONU aos últimos anúncios de construção feitos pelo Executivo israelense. Após o reconhecimento da Palestina como estado observador da ONU, no último dia 29 de novembro, Israel anunciou planos para construir 3 mil novas casas em assentamentos judaicos e dar continuidade ao polêmico projeto no setor E-1, que conectaria o grande assentamento de Ma'aleh Adumim com Jerusalém e minaria a continuidade territorial do estado palestino. "As resoluções internacionais dizem que os assentamentos são um obstáculo para a paz e, por isso, devem ser completamente interrompidos em todos os territórios palestinos, particularmente na parte ocupada de Jerusalém, para que as negociações sobre todas as questões relativas ao estatuto final sejam alcançadas", declarou Abbas. Por outra parte, o presidente da ANP assegurou que a liderança palestina "está considerando todas as opções se Israel persistir em dar continuidade a suas atividades nos assentamentos, nos bloqueios e no confisco do dinheiro dos palestinos". Outra das medidas punitivas adotadas pelo Governo israelense após o reconhecimento da Palestina como observador da ONU foi a retenção do dinheiro de taxas alfandegárias à ANP, que representa cerca de US$ 100 milhões mensais, o que prejudicou consideravelmente o orçamento palestino. Por último, Abbas pediu à comunidade internacional pressionar Israel para liberar o dinheiro confiscado, já que só desta maneira a ANP poderia cumprir com suas obrigações em direção ao seu povo, como o pagamento dos salários. EFE db/fk
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