Internacional

18/1/2013 às 13h19 (Atualizado em 18/1/2013 às 13h20)

Argélia afirma ter libertado mais da metade dos reféns estrangeiros, mas 60 seguem desaparecidos

Sequestradores na Argélia querem negociar guerra no Mali e troca de reféns

Do R7, com agências internacionais

Imagem de dezembro mostra a planta de gás em In Amenas, em meio ao deserto do Saara Divulgação/Digital Globe/Reuters

As autoridades argelinas anunciaram nesta sexta-feira (18) que libertaram mais da metade dos 132 reféns estrangeiros, assim como 573 argelinos, que permaneciam em mãos do grupo terrorista que invadiu um campo de tratamento de gás, na quarta-feira, em uma zona no sudeste do país.

Segundo um balanço provisório divulgado pela agência estatal argelina APS, a operação para libertar outro grupo de reféns que permanece detido em uma parte das instalações continua. Os sequestradores ainda retêm um número indeterminado de pessoas na central de gás.

Uma fonte anônima declarou hoje à agência de notícias Reuters que 60 estrangeiros ainda estão no complexo de gás. Não se sabe quantos estão nas mãos dos sequestradores islamitas e quantos estão escondidos em outras partes da planta.

Já as autoridades argelinas seguem sem divulgar o número de mortos e feridos, além das baixas entre as fileiras do grupo armado que invadiu as instalações de gás.

Reféns ainda estão desaparecidos

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A mesma fonte indicou que vários trabalhadores estrangeiros se refugiaram em diferentes pontos do vasto complexo de gás operado pela empresa argelina Sonatrach, a britânica BP e a norueguesa Statoil.

As autoridades argelinas tentam negociar com os sequestradores para conseguir uma "solução pacífica" antes de voltar a intervir, segundo fontes citadas pela APS.

O ataque foi reivindicado pelo líder terrorista Mokhtar Belmokhtar, quem segundo o ministro do Interior argelino, Dahu Ould Kablia, organizou, lançou e supervisionou o ataque desde a Líbia, fronteiriça com a Província de Ilizi.

Segundo os sequestradores, o ataque foi lançado em reação à intervenção militar internacional contra os grupos rebeldes que controlam o norte do Mali desde junho. A ação contra os rebeldes malineses foi intensificado no último final de semana, com a entrada do exército francês no conflito.

Troca de reféns

O líder do grupo islamita que mantém reféns na Argélia pediu que a França negocie o fim da guerra no Mali e propôs libertar os reféns americanos em troca de islamitas detidos nos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira (18) a agência mauritana ANI.

Citando fontes do grupo de Mokhtar Belmokhtar, a ANI indicou que ele propôs "à França e à Argélia negociar o fim da guerra liderada pela França no Azawad (norte do Mali)".

Belmokhtar propôs ainda, segundo as mesmas fontes, "trocar reféns americanos detidos" por um egípcio e uma paquistanesa presos nos Estados Unidos, acusados de ligação com o terrorismo.

Omar Abdel-Rahman, o xeque cego, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos em 1995 por planejar ataques contra nova-iorquinos e contra o ex-ditador egípcio Hosni Mubarak.

Já Aafia Siddiqui é uma cientista paquistanesa presa nos Estados Unidos por ter tentado atirar em soldados americanos em 2008, no Afeganistão, enquanto era detida por supostas ligações com a Al Qaeda.

Belmokhtar fez esta oferta em um vídeo gravado e que "será distribuído à imprensa", indicaram as fontes citadas pela ANI.

Belmokhtar, conhecido como "o Borgne", é um dos líderes históricos da Al Qaeda do Magrebe Islâmico (Aqmi).

Sequestrados libertados

A televisão estatal argelina mostrou nesta sexta-feira as primeiras imagens de reféns argelinos e estrangeiros libertados pelas forças especiais do Exército.

A maioria deles — entre os quais apareceram filipinos, britânicos e turcos, assim como outros estrangeiros que não disseram sua nacionalidade — se centraram em descrever o alívio que sentiram após serem resgatados e em elogiar a atuação do Exército.

Os reféns apareceram visivelmente cansados, alguns subindo em um ônibus para serem retirados da área.

A televisão também mostrou imagens de feridos no hospital de In Amenas, cidade a cerca de 40 km das instalações da unidade atacada, mas não deu números nem de mortos nem de feridos.

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