Internacional

30/3/2013 às 08h43 (Atualizado em 7/4/2013 às 10h16)

As ameaças da Coreia do Norte são para valer?

Declarações de guerra contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos não são novidade

BBC Brasil

O jovem líder Kim Jong-un ordenou ao Exército Popular do país, um dos maiores do mundo com 1,1 milhão de soldados, dispor seus mísseis estratégicos para atacar "em qualquer momento" interesses de EUA e Coreia do Sul AP Photo/KCNA via KNS

Declarações de guerra e ameaças contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos não são novidades.

Em 1994, o negociador da Coreia do Norte ameaçou transformar Seul em um "mar de fogo", levando muitos moradores da capital sul-coreana a se preparem para o pior e estocarem comida.

Após o ex-presidente George W. Bush incluir o país no chamado "eixo do mal", em 2002, Pyongyang disse que "varreria sem piedade os agressores".

Coreia do Norte aumenta seu desafio ao se declarar em "estado de guerra"

Em junho do ano passado, o Exército da Coreia do Norte disse que a artilharia estava apontada para sete conglomerados de comunicação da Coreia do Sul, falando em uma "guerra sagrada sem piedade".

Enquanto muitos analistas desdenham das retóricas classificando-as como blefe, muitos mencionam a "tirania da baixa expectativa", lembrando que os norte-coreanos estiveram envolvidos em vários confrontos nos últimos anos.

O que está por trás das ameaças da Coreia do Norte?

Foto de ditador norte-coreano usando computador da Apple causa estranheza no mundo Ocidental

"Se você seguir a imprensa norte-coreana, constantemente vai ver linguagem belicosa contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul, ocasionalmente contra o Japão. É difícil saber o que levar a sério", diz o professor John Delury, da Universidade Yonsei, da Coreia do Sul.

"Mas quando você olha algumas ocasiões em que algo realmente aconteceu, como o ataque as ilhas da Coreia do Sul em 2010, há um alerta real", disse.

Além do blefe

As atuais ameaças ocorrem após os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul.

"Quando um país ameaça com uma guerra preventiva nuclear, é para se preocupar", diz Andrea Berger, do Royal United Services Institute de Londres.

Outros analistas acham que as ameaças são, na verdade, um meio da Coreia do Norte negociar um tratado de paz com os Estados Unidos.

Coreia do Sul não detecta movimentos no norte, apesar de suas ameaças

"Parece que eles [Coreia do Norte] acreditam que não serão levados a sério até que negociem [a paz] com considerável força militar. Isso é coerente com as políticas militares de Pyongyang", diz Berger.

John Delury tem opinião semelhante.

"A mensagem de Pyongyang é: 'Vocês não podem acabar com conosco, nós não vamos sair daqui, vocês têm de negociar'", argumenta.

As últimas ameaças têm sido vistas como blefe porque um eventual ataque nuclear é visto como uma ação suicida do regime norte-coreano.

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