Internacional

31/5/2013 às 06h59 (Atualizado em 31/5/2013 às 08h55)

Chanceler libanês rejeita presença do Hezbollah em lista terrorista

No próximo mês de junho, a União Europeia examinará a possibilidade de incluir o grupo em sua lista de grupos terroristas

EFE

Exército investiga apartamento após ataque do grupo Hezbollah na Síria Hussein Malla/AP Photo

O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Adnan Mansur, expressou nesta sexta-feira (31) sua total rejeição a que o Hezbollah passe a fazer parte de uma lista de organizações terroristas, como cogitam atualmente a União Europeia e os países do Golfo Pérsico.

— Rejeitamos, de modo categórico, que o grupo seja incluído em qualquer lista de terroristas. O Hezbollah faz parte do Parlamento e do governo e tal atitude equivale a uma tentativa de chantagem política. Não queremos que tornem esse tema político.

No próximo mês de junho, a UE examinará a possibilidade de incluir o galho armado do Hezbollah em sua lista de grupos terroristas, enquanto, segundo o jornal kuwaitiano Al Rai, que cita fontes diplomáticas, o Conselho de Cooperação do Golfo poderia examinar esta mesma questão em uma reunião em Jidá a pedido das autoridades do Bahrein.

Mansur acusou Israel e as potências ocidentais de pretender designar o grupo xiita como organização terrorista e, por isso, advertiu que, se isso vier a ocorrer, não garantirá estabilidade e segurança alguma.

— O Líbano adotou a política de dissociação desde o começo da crise síria, se mantendo afastado politicamente desse problema e suas consequências.

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Questionado sobre a participação do Hezbollah nos combates na região síria de Al Qusair, o ministro considera que trata-se de vítimas do confronto.

— Há 20 aldeias sírias que se encontram próxima à fronteira entre os países. A princípio, eles tinha se mantido afastadas da crise, mas depois acabaram se transformando em vítimas dos confrontos. O Exército sírio não estava presente nessas regiões, que estavam sob o controle de elementos armados e, por isso, que seus vizinhos pediram ajuda.

O ministro ainda lembrou que as Forças Armadas libanesas desdobradas na fronteira nordeste "não podem impedir de modo total a infiltração de combatentes".

Na noite de quinta-feira (30), o presidente sírio, Bashar al Assad, reconheceu em entrevista a participação de combatentes do Hezbollah na batalha em Al Qusair, mas minimizou o número de milicianos do grupo xiita que tenham participado diretamente dos confrontos. 

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