Internacional

25/2/2013 às 00h06 (Atualizado em 25/2/2013 às 08h21)

Chávez segue em silêncio enquanto oposição se prepara para eventual eleição

Impasse sobre novo pleito presidencial deixa Venezuela em clima de apreensão

EFE

As notícias sobre Chávez continuam poucas e sempre através de terceiros Palácio Miraflores/Reuters

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manteve neste domingo (24) seu silêncio ininterrupto de mais de dois meses — que só rompeu por meio do Twitter ao retornar ao país na última segunda-feira (18) — enquanto a oposição começou a discutir sua estratégia e o nome de um candidato perante a possibilidade cada vez mais certa de uma eventual eleição antecipada.

A ponto de cumprir-se uma semana desde seu retorno ao país, as notícias sobre Chávez, que se recupera no Hospital Militar de Caracas de um complexo pós-operatório de seu câncer, continuam poucas e sempre através de terceiros. Neste domingo, somou-se ao silêncio presidencial o do governo, que é liderado interinamente pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, que não promoveu nenhum ato público na televisão, nem se manifestou pelo Twitter.

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Depois de ter assegurado que o presidente teve reuniões de mais de cinco horas no hospital na sexta-feira (22) com seu gabinete, a única alusão a Chávez e seu estado de saúde foi feita pelo ministro do Planejamento e das Finanças, Jorge Giordani, em entrevista transmitida hoje pelo canal privado Televen. o ministro, ao se referir ao conjunto de decisões governamentais e, especialmente, a medidas econômicas como a recente desvalorização de 32% da moeda local, disse que Chávez sempre esteve ciente das ações.

— Ele esteve a par permanentemente do que estamos fazendo.

Segundo Giordani, o complicado pós-operatório que o líder enfrenta desde que no dia 11 de dezembro foi operado em Cuba — que faz com que ele respire com a ajuda de aparelhos e tenha a fala dificultada por causa da colocação de uma cânula na traqueia — não o impediu de estar em contato com os membros do Executivo.

— Lembro inclusive de um dia, o 28 de dezembro, quando ele ligou e fiquei surpreso, no sentido de que estava me fazendo perguntas muito específicas de todas as medidas que estamos preparando.

A última notícia sobre seu estado de saúde dada pelo governo, na quinta-feira passada, dizia que a insuficiência respiratória persistia, com uma tendência que "não foi propícia", embora Chávez continuasse a receber o tratamento para o câncer sem efeitos "adversos significativos".

Enquanto isso, a oposição venezuelana começou hoje a preparar sua estratégia perante um cenário de eventuais eleições antecipadas. Ao sentir que "estão sendo criadas condições para ir a um cenário eleitoral" no país, a aliança opositora, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), iniciou o primeiro de vários encontros para escolher um "candidato preventivo", disse à Agência Efe o presidente do partido democrata-cristão Copei, Roberto Enríquez.

— Henrique Capriles é uma opção, mas há outros nomes. Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, a deputada María Corina Machado, o ex-embaixador Diego Arria... há nomes que inclusive pode ser que não estejam na agenda. Enfim, já veremos.

Capriles, advogado de 40 anos e governador reeleito do estado de Miranda, obteve os melhores resultados da oposição no dia 7 de outubro quando obteve 44% dos votos na disputa contra Hugo Chávez. Antes, nas primárias organizadas em fevereiro do ano passado pela plataforma opositora, ele recebeu 64% dos votos, apesar de não ser inicialmente o preferido dos partidos tradicionais como Copei ou Ação Democrática (AD).

Além da escolha de seu candidato, a MUD cogita definir uma estratégia "integral" ante a possibilidade de novas eleições que só poderiam ser convocadas segundo a Constituição por uma ausência total do presidente; ou seja, sua renúncia, cassação ou morte. Em seu último discurso público, no dia 8 de dezembro, antes de viajar a Havana, Chávez anunciou Maduro como seu sucessor político caso não possa seguir à frente do governo.

 

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