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Internacional

18/3/2014 às 00h20

Como fica a situação da Ucrânia após referendo na Crimeia?

País pode perder território, mas ganha chance de consolidar seus vínculos com o Ocidente

A decisão dos habitantes da Crimeia de apoiar em massa sua adesão à Rússia deixa pouca margem de manobra ao governo ucraniano para recuperar a região separatista, mas certamente lhe permitirá consolidar seus vínculos com o Ocidente.

A península do Mar Negro, cedida à Ucrânia pelo líder soviético Nikita Khrushchev em 1954, encontra-se no centro de um dos piores conflitos diplomáticos entre Moscou e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

O pedido de integração da Crimeia na Rússia consolida a posição dos separatistas pró-russos, que controlam a maior parte das infraestruturas e administrações da região.

Diante deles, o novo poder de Kiev e seus aliados ocidentais têm poucas chances de impedir o presidente russo, Vladimir Putin, de anexar a Crimeia, o que consideram ilegal.

Os países ocidentais podem adotar agora uma estratégia mais determinada frente a Moscou.

Putin assina decreto que reconhece Crimeia como Estado soberano

EUA e UE anunciam sanções contra autoridades russas e ucranianas

A UE e os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira (17) sanções, como restrições de viagem e congelamento de bens, contra vinte personalidades da Rússia e da Ucrânia consideradas responsáveis pelo referendo.

Além disso, a posição e a imagem da Rússia no cenário internacional correm perigo. Sua continuidade no G8 não está garantida e vários senadores americanos apostam em privar o país da Copa do Mundo de futebol em 2018.

Em resposta, Moscou lançou uma campanha de propaganda midiática que mostra uma Rússia sozinha diante dos ocidentais. Esta imagem fez com que Putin batesse seu recorde de popularidade dos dois últimos anos entre os russos.

Expulsar os soldados russos da Crimeia não é uma opção para a Ucrânia. O país conta com um exército regular de 130 mil soldados, contra os 845 mil militares da Rússia, que também é uma potência nuclear.

Além disso, as propostas de alguns líderes americanos, como o senador John McCain, de conceder à Ucrânia ajuda militar, não encontraria resposta entre os países ocidentais, onde a opinião pública se opõe cada vez mais às intervenções internacionais.

No entanto, a Ucrânia pode dificultar a situação da Rússia caso se negue a retirar as tropas ucranianas da Crimeia. "Se começarem a utilizar as armas contra nós, utilizaremos as armas contra eles", advertiu o vice-primeiro-ministro ucraniano, Vitali Yarema.

A importância estratégica da Crimeia para a Rússia é seu acesso marítimo ao Mar Negro e ao próximo Mar Mediterrâneo. No entanto, a região, que conta com uma economia devastada, depende do gás, da eletricidade e da água do resto da Ucrânia.

Em Kiev, alguns nacionalistas ucranianos sugeriram bloquear o acesso à Crimeia destes recursos vitais para se opor às ambições da Rússia, mas, se as autoridades ucranianas adotarem esta estratégia, Moscou pode aumentar fortemente suas tarifas de gás estatal.

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Para Vladimir Putin, a Ucrânia é um elemento chave para reconstruir uma aliança pós-soviética capaz de rivalizar com a União Europeia e com a Otan.

O novo governo de Kiev, no entanto, demonstrou sua vontade de tirar o país da órbita do Kremlin e de aproximar do Ocidente esta nação de 46 milhões de pessoas.

A UE e os líderes ucranianos podem assinar nos próximos dias em Bruxelas o capítulo político do acordo de associação UE-Ucrânia.

A negativa do presidente pró-russo Viktor Yanukovytch de assinar este acordo originou os protestos, que terminaram com sua destituição em fevereiro.

Os ocidentais também discutem um plano de ajuda para a frágil economia ucraniana.

No entanto, uma aproximação muito rápida do Ocidente pode ser contraproducente nas regiões de língua russa do leste da Ucrânia, como Donetsk, que já cogita organizar seu próprio referendo de anexação à Rússia.

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