Internacional

30/3/2013 às 06h21 (Atualizado em 7/4/2013 às 10h16)

Coreia do Norte aumenta seu desafio ao se declarar em "estado de guerra"

EUA e Coreia do Sul elevaram ao máximo a vigilância perante a possibilidade de um ataque

EFE

A nova advertência norte-coreana aconteceu um dia depois que o jovem líder ordenou ao Exército Popular do país, um dos maiores do mundo com 1,1 milhão de soldados, dispor seus mísseis estratégicos para atacar "em qualquer momento" AP Photo/KCNA via KNS

A Coreia do Norte declarou "estado de guerra" a sua vizinha Coreia do Sul, anúncio que Seul e Washington consideram mais um episódio de sua campanha retórica de ameaças, embora tenham elevado ao máximo a vigilância perante a possibilidade de um ataque.

"A partir deste momento, as relações Norte-Sul entrarão em estado de guerra, e todas as questões entre o Norte e o Sul serão tratadas de acordo com a regulação de tempos de guerra", expôs o regime de Kim Jong-un em comunicado divulgado neste sábado (30) pela agência estatal KCNA.

Pyongyang também declarou "finalizado" o "estado da península coreana no qual não há paz nem guerra", em referência à situação entre Norte e Sul desde a Guerra da Coreia (1950-1953), concluída com um armistício que, ao não ter sido substituído por um tratado de paz, deixa ambos os lados como inimigos técnicos.

O que está por trás das ameaças da Coreia do Norte?

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A nova advertência norte-coreana aconteceu um dia depois que o jovem líder ordenou ao Exército Popular do país, um dos maiores do mundo com 1,1 milhão de soldados, dispor seus mísseis estratégicos para atacar "em qualquer momento" interesses de EUA e Coreia do Sul.

O último degrau na ofensiva de ameaças praticamente diárias da Coreia do Norte teve imediata resposta da Casa Branca, que tentou diminuir sua importância ao considerá-lo "uma declaração pouco construtiva" que segue os patrões da recente — e exclusivamente retórica — campanha belicista da Coreia do Norte.

Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança de Washington, ressaltou, no entanto, que o país "leva a sério as ameaças" da Coreia do Norte e vai continuar aplicando "medidas adicionais" como "aumentar os interceptadores terrestres e radares" em território americano.

Enquanto isso, a Coreia do Sul qualificou a ofensiva retórica norte-coreana como uma série de "ameaças inaceitáveis" que "prejudicam a paz e a estabilidade" e reiterou seu compromisso de responder com dureza a um hipotético ataque do vizinho.

Fontes militares confirmaram, em todo caso, que não detectaram neste sábado movimentos incomuns nas tropas norte-coreanas, enquanto o Exército "mantém uma estreita vigilância" sobre as forças do país comunista, disse à Agência Efe um porta-voz de Defesa de Seul.

Por sua vez, o Ministério da Unificação, encarregado das relações com o Norte, diminuiu o valor do último anúncio de Pyongyang, e em linha com a postura de Washington, o emoldurou na ofensiva verbal do país comunista.

Perante a situação de tensão imperante nas últimas semanas, a China fez na sexta-feira um apelo à calma às partes envolvidas no conflito, às quais pediu para "fazer esforços conjuntos para reverter" a crise que transformou a região em um foco de atenção global.

Tradicional aliada e principal credora do regime comunista de Kim Jong-un, a China confirmou no último dia 7 seu recente distanciamento da Coreia do Norte ao apoiar as sanções econômicas e comerciais que a ONU lhe impôs após seu terceiro teste nuclear.

Enquanto isso, na capital sul-coreana e seus arredores, onde mais de 20 milhões de cidadãos vivem a poucas dezenas de quilômetros da fronteira com o Norte, a situação é de absoluta normalidade, apesar do anúncio do país vizinho, considerado pela maioria dos especialistas locais como uma estratégia de via dupla.

Dada a precária situação econômica do país, "a Coreia do Norte usa a tensão para fortalecer o controle da população e do Exército", além de pressionar Seul e Washington para conseguir ajudas e concessões, explicou à Efe o pesquisador Chang Yong-seok, da Universidade Nacional de Seul.

A tensão entre Norte e Sul, que se mantém em níveis especialmente elevados desde 2010, foi a tônica habitual em suas relações durante as últimas seis décadas, nas quais ambos os países viveram diversas crises e, inclusive, confrontos militares isolados. 

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