Internacional

25/12/2012 às 20h21 (Atualizado em 25/12/2012 às 20h21)

Democratas e Casa Branca trabalham em nova oferta para evitar "abismo fiscal"

EFE

Washington, 25 dez (EFE).- A uma semana do vencimento do prazo para que os Estados Unidos caiam no chamado "abismo fiscal", os democratas no Senado e a Casa Branca trabalham em uma nova proposta para que as negociações com os republicanos sejam retomadas imediatamente após o recesso de Natal. O Congresso e o presidente Barack Obama saíram de folga na última sexta-feira, mas com planos de retornar a Washington nesta semana para tentar fechar nos últimos dias do ano um acordo que evite a combinação de cortes da despesa e aumentos de impostos conhecida como "abismo fiscal" e que entraria em vigor em janeiro. Assessores da Casa Branca e legisladores democratas estão trabalhando em uma nova proposta para apresentá-la no Senado, que tem programada uma sessão para a próxima quinta-feira, segundo informações divulgadas nesta terça pela rede de televisão "CNN". Trata-se de apresentar um plano que possa passar com facilidade no Senado com o apoio dos republicanos para na sequência pressionar a Câmara dos Representantes, controlada pelos conservadores, a também aprová-lo. Durante estes quatro dias de recesso, não houve conversas entre os negociadores dos dois lados. "Governar é uma responsabilidade compartilhada de ambos os partidos, isso significa que cada parte tem que ceder um pouco e que não se pode conseguir 100% do que um lado quer", disse Obama na sexta-feira antes de viajar com sua família para o Havaí. Se não for possível fechar um acordo global antes de 31 de dezembro, a Casa Branca está disposta a aceitar, pelo menos, um consenso que garanta que os impostos não subirão para as famílias com receita inferior US$ a 400 mil anuais. Isso representaria o adiamento da negociação sobre os cortes de despesa e a alta de impostos à parte mais rica da população, e prolongar uma incerteza que está impactando negativamente nos mercados. Caso não haja um acordo antes do fim do ano, os impostos aumentarão para todos os americanos, e calcula-se que as famílias de classe média teriam pela frente um aumento médio de cerca de US$ 2,2 mil anuais. Essas altas de impostos aconteceriam como consequência do vencimento de isenções aprovadas durante a Presidência de George W. Bush. Já os cortes automáticos do gasto público foram estipulados pelo Congresso no meio de 2011 como mecanismo de pressão para forçar um acordo bipartidário, que nunca foi alcançado, sobre a redução do déficit fiscal e da dívida. Os analistas alertam que esse abrupto ajuste fiscal poderá devolver a recessão aos Estados Unidos no momento mais inoportuno, quando a economia do país ainda está se recuperando com lentidão da grave crise de 2008. EFE mb/dr
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