Ebola pode se transformar em arma biológica na mão de jihadistas suicidas do Estado Islâmico

Para professores, os militantes podem contrair o vírus e disseminar no ocidente 

Especialistas militares afirmaram nesta quinta-feira (9) que temem que os jihadistas do grupo radical EI (Estado Islâmico) se contaminem com o vírus do ebola para infectar países do ocidente. 

O vírus é transmitido pelo contato direto com uma pessoa infectada, que demonstra uma série de sintomas, facilitando ainda mais o contágio. 

O capitão Shimkus, professor de assuntos relacionados à segurança nacional da Escola de Guerra dos Estados Unidos, disse que a estratégia é "inteiramente plausível".

Em entrevista à Forbes, ele disse que o indivíduo exposto ao ebola pode ser um transportador do vírus. "No contexto da atividade terrorista, não é preciso muita sofisticação". 

O professor Anthony Glees, diretor do Centro da Universidade de Buckingham de Estudos de Segurança e Inteligência, também concorda com Shimkus. 

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— De certa forma, é possível. Os jihadistas acreditam que o suicídio seja bom, então, esse é um trabalho potencial em uma missão suicida. Eles são suficientemente bem informados para considerar essa hipótese, e eles sabem também que temos sido negligentes no Reino Unido.

O vírus do ebola continua sem contenção na África Ocidental, com mais de 3.800 mortos em poucos meses. A possibilidade de que o EI passe a agir com o ebola deve ser levada em consideração, porque isso faria aumentar ainda mais os números. 

Amanda Teckman, autora do artigo "A Ameaça Terrorista de Ebola na África Ocidental e as Implicações para a Saúde e Segurança Global" afirmou que essa condição não deve ser ignorada.