Em decisão histórica, Espanha condena cunhado de rei Felipe

Infanta Cristina, porém, foi absolvida no processo "Nóos"

Ansa

Iñaki Urdangarin foi considerado culpado pelos crimes e, além da pena de prisão, também pagará uma multa de 512 mil euros Reuters

A Justiça espanhola condenou nesta sexta-feira (17) o marido da Infanta Cristina e cunhado do rei Felipe 6º a seis anos e três meses de prisão por prevaricação, fraude, tráfico de influência, desvios de dinheiro público e crimes fiscais. Esta foi a primeira sentença do histórico caso que ficou conhecido como "Nóos" e o qual atingiu em cheio a monarquia espanhola.

O Tribunal de Maiorca, porém, absolveu Cristina do crime de evasão fiscal, mas destacou sua responsabilidade civil como adminsitratora do Instituto Nóos. Por isso, foi imposta uma multa de 265 mil euros.

O marido Iñaki Urdangarin foi considerado culpado pelos crimes e, além da pena de prisão, também pagará uma multa de 512 mil euros. A Procuradoria tinha pedido 19 anos de prisão para Urdangarin, assim como a devolução de 600 mil euros que teriam ido para a princesa.

O Instituto Nóos é uma organização sem fins lucrativos, com sede em Palma de Maiorca que foi presidida por Urdangarin entre 2004 e 2006.

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Um dos contratos que podem ter sido fraudados pela entidade é com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

O BID admitiu que pagou o equivalemente a R$140 mil para o Instituto Nóos, sem licitação, para "analisar opções de apoio ao governo brasileiro frente à preparação da Copa do Mundo".

A mídia espanhola informou que Cristina deixará Genebra, na Suíça, e se mudará para Portugal com seus quatro filhos. Quando Juan Carlos era rei da Espanha, ele pediu várias vezes para Cristina abandonar seu título real, mas ela negou.

O escândalo afetou a popularidade do rei, que abdicou em nome de seu filho, Felipe 6º. O novo monarca, depois, notificou Cristina de que ela não poderia mais frequentar eventos oficiais da realeza.

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