Estado Islâmico cria 'grupo para armas químicas' na Síria

Grupo terrorista está reunindo todos os especialistas que possui, segundo emissora

Extremistas teriam feito 15 ataques com armas químicas
Extremistas teriam feito 15 ataques com armas químicas Thinkstock

O grupo terrorista EI (Estado Islâmico) está criando uma nova "célula para armas químicas" na Síria, informou um oficial dos Estados Unidos à emissora norte-americana "CNN' na noite desta quarta-feira (17).

De acordo com a reportagem, os jihadistas estão reunindo todos os especialistas no setor que possui e que estão em cidades do Iraque e da Síria para uma única unidade às margens do Rio Eufrates, entre as cidades de Mayadin e Al-Qa'im. O militar informou que essa é a "nova capital" do califado instaurado pelos terroristas depois que Raqqa foi tomada por forças locais do governo e da coalizão internacional. A fonte citada pela emissora ainda acredita que o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, esteja escondido nessa mesma região.

De acordo com a Inteligência norte-americana, o Isis ou Daesh (como também é conhecido o EI) estaria "consolidando" suas competências com armas químicas para se proteger de novas incursões internacionais ou locais contrárias.

Um porta-voz da coalizão norte-americana e europeia, Ryan Dillon, não confirmou as informações da "CNN", mas confirmou que o EI usou armas com agentes químicos "no passado".

— Sabemos que o Isis está disposto a usar armas químicas. Não queremos que eles se tornem bons nisso.

Suspeita-se que os extremistas tenham feito cerca de 15 ataques com armas químicas, desde o dia 14 de abril, na região iraquiana de Mosul. Todos tiveram alcances "limitados".

Desde o ano passado, o Daesh vem perdendo grande parte de seu território de Califado na Síria e no Iraque após uma série de ações militares tanto patrocinadas pela coalizão ocidental liderada pelos EUA como por aquelas que contam com o apoio russo.