Furacão Irma causa inundações e deixa milhares sem luz na Flórida 

Em Miami há queda de árvores; ventos passaram dos 200 km/h em Keys

Ponta do tornado é visto em Fort Lauderdale
Ponta do tornado é visto em Fort Lauderdale Karina Bauza/Twitter/Reuters

O furacão Irma chegou à Flórida Keys, um conjunto de ilhas ao sul da Flórida, na noite de sábado (9), classificado com categoria quatro, a segunda mais forte. Na manhã deste domingo (10), estações de monitoramento do NHC (Centro Nacional de Furacões, em inglês) indicavam a tempestade provocava ventos de 209 km/h. O olho do furacão se move pelas ilhas.

De acordo com a rede de televisão CNN, 560 mil pessoas estão sem energia elétrica no sul da Flórida. Em Miami, há ruas inundadas e árvores caídas. As ruas, totalmente vazias, são iluminadas pela intensidade dos raios e o forte vento se deixa notar nos edifícios da cidade, que recebem o impacto de objetos que saem voando devido às fortes sequências.

Em Miami Beach, a popular Collins Avenue também se viu inundada e se teme que os efeitos possam ser muitos piores à medida o furacão vá se aproximando e gere um possível aumento do nível do mar, o que afetaria as numerosas áreas costeiras da região.

As autoridades de Miami publicaram um aviso no Twitter de que as equipes de resgate não responderão a novos chamados de emergência na cidade devido à "força extrema dos ventos". No Condado de Collier, os serviços também podem parar de funcionar.

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O presidente Michel Temer disse em uma postagem no Twitter, neste domingo, que está acompanhando a chegada do furacão e colocou a rede de embaixadas e consulados brasileiros em “estado de alerta” para prestar todo o apoio necessário aos brasileiros afetados pelo furacão Irma, que já atingiu o sul da Florida. 

— Minha solidariedade à comunidade brasileira e a todos os afetados. Coloquei nossa rede de embaixadas e consulados em estado de alerta para prestar todo o apoio necessário aos brasileiros afetados.

Voos cancelados e parques fechados

 Os efeitos do furacão já causaram o cancelamento de diversos voos no Estado e o fechamento de parques de diversão em Orlando.

Áreas de risco

Aproximadamente 6,3 milhões de pessoas que moram em áreas de risco receberam ordens e deixaram suas casas, de acordo com Divisão de Gerenciamento de Emergências da Flórida. Neste sábado, o governador da Flórida, Rick Scott, informou que cerca de 70 mil pessoas foram levadas para 385 abrigos do Estado. "Tenho medo por todo mundo do meu Estado", disse em entrevista coletiva.

Na véspera, Scott havia emitido um alerta severo para que os moradores se retirassem caso estivessem em zonas de desocupação.

— Nosso tempo está acabando. Se você está em uma zona de desocupação, precisa partir agora. Esta é uma tempestade catastrófica, como nosso Estado nunca viu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também acompanha o furacão de perto e já emitiu diversos alertas via Twitter. Ontem, pediu "para que todos que estiverem no caminho [da tempestade] se atentem as instruções do governo".

Para brasileiros que estão na Flórida, o Consulado, que estará de plantão até 11 de setembro, deixou telefones de emergência: 305-801.6201 / 305-285.6208 / 305-285.6258/ 305-285.6251 / 305-285.6213.

Caribe e Cuba 

No Caribe, o Irma matou ao menos 21 pessoas e provocou um rastro de destruição. O Irma passou por Cuba neste sábado, deixando danos, especialmente, no arquipélago de Camaguey. Um grande plano de evacuação foi colocado em prática antes da chegada do furacão e, até o momento, não há informações de vítimas ou feridos no local.

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Em sua passagem por Barbuda, 95% das construções sofreram algum tipo de dano por conta da passagem do fenômeno e que o país "está em escombros, literalmente", disse o primeiro-ministro, Gaston Browne.

Pequenas ilhas na região, como St Martin e St Barth, também sofreram danos graves na infraestrutura básica e ainda estão com a falta de água e alimentos.