Gabinete nomeado por Macron tem 50% de mulheres

Socialista assumirá diplomacia e conservador estará na Economia

ANSA Brasil

Emmanuel Macron, presidente da França Antoine Gyori/Corbis via Getty Images

O novo presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quarta-feira (17) os nomes dos ministros que farão parte de seu governo, em um Gabinete que terá 11 mulheres e 11 homens.

O mandatário indicou Jean-Yves Le Drian, membro do Partido Socialista, como novo chefe da pasta de Relações Exteriores. Le Drian foi ministro da Defesa do governo de François Hollande e é um dos socialistas mais respeitados no mundo político francês.

Reafirmando sua posição centrista e de fazer um governo de união, Macron nomeou Bruno Le Maire, do partido de direita Os Republicanos, como seu ministro da Economia. Ex-chefe de Gabinete de Domenique de Villepin, ele chegou a concorrer nas primárias de direita para a Presidência da França e é um dos dirigentes da sigla conservadora.

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Já para a Defesa, o novo presidente indicou Sylvie Goulard, europeísta e que já atuou como conselheira do italiano Romano Prodi na Comissão Europeia entre 2001 e 2004. Segundo analistas, a indicação de Goulard mostra a postura do mandatário para colocar uma "dimensão europeia" nos temas relacionados à Defesa.

Ao todo, Macron nomeou 18 ministros e quatro sub-secretários, que estão nos partidos de direita, como Os Republicanos, de esquerda — Partido Socialista e Esquerda Radical, e de centro, no Movimento Democrático.

Represália

Em resposta, o partido conservador Os Republicanos anunciou que os políticos que pertencem à sigla e que aceitaram o cargo de ministro no novo governo de Emmanuel Macron serão expulsos da legenda de direita. Segundo a nota, o novo presidente mostra "ambiguidade no debate democrático" e quer causar "confusão" nos partidos. Para Os Republicanos, mais do que nunca, "o país precisa de coerência e clareza". Entre os nomeados por Macron, está o novo ministro da Economia, Bruno Le Maire, e o premier Édouard Philippe.

Confira as nomeações de Macron, que já havia anunciado Édouard Philippe, Os Republicanos, como primeiro-ministro:

Ministro do Interior: Gerard Collomb;
Ministro da Transição Ecológica: Nicolas Hulot;
Ministro da Justiça: François Bayrou;
Ministro das Forças Armadas: Sylvia Goulard;
Ministro das Relações Exteriores: Jean-Yves Le Drian;
Ministro da Coesão dos Territórios: Richard Ferrand;
Ministra da Solidariedade e da Saúde: Agnes Buzyn;
Ministro da Cultura: Françoise Nyssen;
Ministro da Economia: Bruno Le Maire;
Ministra do Trabalho: Muriel Penicaud;
Ministro da Educação: Jean-Michel Blanquer;
Ministro da Agricultura: Jacques Mezard;
Ministro da Ação e das Contas Públicas: Gerald Darmanin;
Ministro do Ensino Superior: Frédérique Vidal;
Ministra de Ultramar: Annick Girardin;
Ministra do Esporte: Laura Flessel;
Ministra dos Transportes: Elisabeth Borne;
Ministra para Assuntos Europeus: Marielle de Sarnez.

Subsecretário para as Relações com Parlamento e porta-voz do Governo: Christophe Castaner;
Subsecretária para a Igualdade entre mulheres e homens: Marlène Schiappa;
Subsecretária para as pessoas com deficência: Sophie Cluzel;
Subsecretário para o Digital: Mounir Mahjoubi.

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