Internacional

28/3/2013 às 05h50

Governo da Tailândia e grupos separatistas iniciam conversas de paz

EFE

Bangcoc, 28 mar (EFE).- O Governo da Tailândia e vários grupos separatistas do sul do país, região predominantemente muçulmana, iniciaram nesta quinta-feira conversas com a finalidade de pôr fim à violência que causou cerca de 5.300 mortes desde janeiro de 2004. Essa primeira rodada de conversas começou poucas horas depois de três soldados tailandeses terem morrido com a explosão de uma bomba na província de Narathiwat, cerca de 1 mil quilômetros ao sul de Bangcoc e contígua com a Malásia. O chefe do comando militar regional, general Udomchai Thammasarorat, disse à imprensa que o ataque foi perpetrado por militantes de algum dos grupos rebeldes com a intenção de desacreditar as organizações insurgentes que participam do diálogo. A reunião entre a delegação do Governo tailandês e a do movimento rebelde acontece em Kuala Lumpur, capital da Malásia, país colado às províncias tailandesas de Pattani, Yala e Nararhiwat, nas quais se trava o conflito armado e que há pouco mais de um século a Tailândia anexou quando elas formavam o sultanato de Pattani. Esse encontro, que reúne representantes do Governo tailandês, incluindo militares, e membros da Frente Revolucionária Nacional e da Organização para a Libertação de um Pattani Unido, foi fruto da mediação de uma equipe designada pelo Governo malaio. A Frente Revolucionária Nacional, criada em 1959, persegue a independência do antigo sultanato e, segundo especialistas, mantém contatos regulares com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Partido Pan-Islâmico da Malásia (PAS), principal grupo de oposição ao Governo da Malásia. Já a Organização para a Libertação de um Pattani Unido, fundada em 1968, também busca a separação da Tailândia e a criação de um Estado islâmico que compreenda as três províncias de maioria muçulmana do sul do país. Os atentados com armas leves, assassinatos e atentados com explosivos nas três províncias muçulmanas do sul da Tailândia se repetem quase diariamente, apesar do desdobramento de cerca de 40 mil efetivos das forças de segurança e da vigência do estado de exceção. EFE mfr/pa (foto)
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