Internacional

6/12/2012 às 00h24 (Atualizado em 6/12/2012 às 14h49)

Israel continua comprometido em acordo de paz com palestinos, diz Netanyahu

Para primeiro-ministro, decisão de construir novos assentamentos não impede solução negociada

Do R7, com agências internacionais

Netanyahu se encontra com Merkel nesta quarta-feira (5) Divulgação/Michael Sohn/Reuters

Apesar do plano de construir 3.000 casas para judeus em territórios palestinos, Israel segue comprometido em chegar a um acordo de paz com a Autoridade Nacional Palestina. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (5) pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

— Nós continuamos comprometidos em chegar a um acordo negociado entre nós e nossos vizinhos palestinos.

A afirmação foi feita em Praga, na República, durante o início de uma viagem à Europa que inclui a Alemanha no roteiro. Israel vive uma das piores crises diplomáticas com a União Europeia.

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Depois de vários dos seus Estados-membros, incluindo a França, Grã-Bretanha e Espanha, a UE convocou o embaixador israelense para expressar sua "preocupação" sobre este projeto de colonização. Apesar disso, Netanyahu mantém o otimismo para uma solução negociada.

— A solução [para a crise] é termos dois Estados para dois povos, uma paz com um Estado palestino desmilitarizado que reconheça o único Estado judeu de Israel.

Antes de chegar a Berlim, Netanyahu fez uma parada em Praga, onde agradeceu aos líderes da República Tcheca, o único país da União Europeia (UE) a ter votado em 29 de novembro contra o status de Estado observador não membro na ONU concedido à Palestina.

Foi justamente após a decisão da ONU que Israel anunciou a construção dos novos assentamentos.

Comunidade internacional debate avanço de assentamentos

Apesar da disposição israelense, a solução negociada de dois Estados parece cada vez mais distante, segundo interlocutores palestinos.

Os líderes palestinos e da comunidade internacional denunciaram ontem o avanço do polêmico projeto de construção de assentamentos judaicos perto de Jerusalém, apesar da pressão para que Israel desista da ocupação.

A administração militar israelense "aprovou a continuação do projeto de construção no setor E1 entre Jerusalém e Maaleh Adumim", colônia da Cisjordânia ocupada, afirmou a Rádio do Exército.

A rádio pública israelense indicou que a população dispõe agora de um prazo de dois meses para apresentar objeções, antes que as discussões sobre o programa sejam reiniciadas.

"Esta decisão de colonização é um desafio e um ato de provocação da parte de Israel em relação à comunidade internacional e ao mundo inteiro, que condenou o colonialismo e pediu que parasse", declarou o porta-voz do presidente palestino Mahmoud Abbas, Nabil Abu Rudeina.

"Se Israel decidir começar a construção no setor E1 e validar estas decisões de colonização, consideraremos que decidiu colocar fim ao processo de paz e à solução de dois Estados" entre palestinos e israelenses, afirmou o negociador palestino Saeb Erekat.

— Este será o fim de qualquer chance de diálogo sobre a paz no futuro.

O projeto, se concluído, dividirá a Cisjordânia em duas e isolará Jerusalém Oriental ocupada e anexada, colocando em risco a viabilidade de um futuro Estado palestino.

Mudança de última hora

O jornal israelense Haaretz informou que o plano é "acrescentar de última hora" e em caráter de urgência na agenda da Comissão de Planejamento do Ministério da Defesa "a construção de 3.400 unidades habitacionais no corredor E1 entre Maaleh Adumim e Jerusalém".

Netanyahu anunciou a retomada da construção nas colônias, incluindo o projeto E1, congelado desde 2005, sob pressão dos Estados Unidos, como resposta à concessão por parte da ONU do status de Estado observador não membro nas Nações Unidas à Palestina.

A liderança palestina, reunida na noite de terça-feira com o presidente Mahmoud Abbas, anunciou que havia decidido, "como primeira medida, comparecer ao Conselho de Segurança da ONU, em nome do Estado da Palestina, para pedir uma resolução vinculante para que Israel encerre as destrutivas medidas de expansão e qualquer forma de colonização".

As autoridades palestinas "manifestam com veemência a sua oposição às últimas decisões de colonização em Jerusalém e em seus arredores, incluindo o projeto E1, porque o destino da solução de dois Estados e o futuro do processo político dependem do fracasso deste projeto, o mais perigoso da história da colonização".

O jornal israelense Maariv informou que o governo de Netanyahu tenta reduzir as preocupações do governo dos Estados Unidos, lembrando que as construções só devem começar com a sua autorização expressa.

"Se houver progresso nas negociações com os palestinos ou uma verdadeira ameaça de sanções contra Israel, principalmente da Europa e dos Estados Unidos, o procedimento poderá ser interrompido", disse ao jornal um alto funcionário israelense.  

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