Internacional

22/12/2012 às 18h34 (Atualizado em 22/12/2012 às 18h34)

Itália se prepara para eleições, enquanto Monti avalia possível candidatura

EFE

Cristina Cabrejas. Roma, 6 fev (EFE).- A Itália se prepara para a realização das eleições antecipadas convocadas para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2013, como foi anunciado neste sábado após o Conselho de Ministros, enquanto o ex-comissário europeu Mario Monti, que ontem renunciou ao cargo de primeiro-ministro após a aprovação do orçamento para 2013, terá que decidir em breve se apresentará sua candidatura ao pleito. A confirmação das datas das próximas eleições gerais na Itália veio à tona depois que o Chefe de Estado, Giorgio Napolitano, anunciou a assinatura do decreto para dissolver as duas câmaras que compõe o Parlamento italiano. Apesar de as eleições antecipadas já serem esperadas pelos italianos, que também já estavam cientes da renúncia de Monti - anunciada logo após ele ter perdido o apoio do partido Povo da Liberdade (PDL), de Silvio Berlusconi -, a grande pergunta que fica é se o ex-comissário europeu aparecerá como candidato ao próximo pleito. Neste domingo, na tradicional entrevista coletiva de final de ano, Monti deverá abordar essa questão, mas não se sabe ao certo se o político aproveitará a ocasião para confirmar sua candidatura. Isso porque, a imprensa italiana destacou hoje que Monti pode ter mudado de ideia nas últimas horas e, inclusive, decidido a não participar das eleições. Há poucos dias, a imprensa italiana assegurou que Monti estava disposto a liderar uma coalizão de formações centristas na próxima eleição, mas essa suposição já não se mostra tão certa quanto antes. Depois da renúncia do primeiro-ministro, Napolitano abriu hoje uma rápida jornada de consultas com os porta-vozes dos grupos parlamentares e com os presidentes da câmara dos Deputados e do Senado. Após estas reuniões, o Chefe do Estado compareceu perante a imprensa para anunciar a assinatura do decreto para dissolver as duas câmaras que formam o Parlamento italiano. Na ocasião, o Chefe de Estado explicou que não havia outra solução à crise de governo aberta depois que o partido de Silvio Berlusconi, o PDL, retirasse o apoio a Monti. "Restava pouco tempo para aprovar a Lei de Orçamentos para 2013 e, além disso, a legislatura atual já tinha que ser dada por finalizada em fevereiro", afirmou Napolitano ao explicar a dissolução das câmaras. Em sue discurso, Napolitano desejou que a próxima campanha eleitoral seja "comedida e construtiva" e lembrou que, em sua tradicional mensagem televisiva de fim de ano, expressará "suas considerações" sobre o que aconteceu e o que espera do país. Os partidos políticos que passaram hoje pelo escritório de Napolitano deixaram claro que o tempo do Executivo tecnocrata já havia passado e que os cidadãos italianos precisavam voltar a escolher seus candidatos. Neste aspecto, o PDL se enviou uma mensagem aconselhando Monti a não se apresentar às eleições. "Expressamos ao presidente nosso desejo de que, durante a campanha eleitoral, Mario Monti mantenha seu perfil tecnocrata de neutralidade", explicou o porta-voz do PDL no Senado, Maurizio Gasparri, ao sair da reunião com Napolitano. Napolitano afirmou que havia "tomado nota" do pedido do PDL e que o comunicaria a Monti. O presidente do PDL, Silvio Berlusconi, tinha convidado Monti a liderar uma coalizão de centro-direita, mas, perante a falta de resposta, o político espera que o ex-comissário europeu volte a ficar à margem do processo eleitoral. Além do PDL, Napolitano também recebeu os porta-vozes do Partido Democrata (PD), que lhe expressaram sua vontade de, após um governo tecnocrata, dar voz aos eleitores. "A fase do governo tecnocrata se foi. Vamos às eleições e, agora, a soberania passa pelo povo. Temos certeza que a Itália merece uma segunda fase com políticas progressistas e reformistas", afirmou o porta-voz do PD na câmera baixa, Dario Franceschini. Os porta-vozes da União de Democratas e de Centro (UDC), um dos partidos que defende a candidatura de Monti às próximas eleições, indicaram que é necessário "prosseguir com o trabalho" realizado por este Executivo "para que não se percam os esforços que foram exigidos dos cidadãos e as reformas que terão um efeito positivo no crescimento do próximo ano". Diante dessa situação, Monti terá que decidir se será o líder dos centristas na disputa das eleições ou se ficará de fora da disputa perante a possibilidade de poder ser o futuro presidente da República, já que o mandato de Napolitano termina agora em maio. EFE ccg/fk
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