Internacional

25/2/2013 às 18h42

Italianos dão as costas a Mario Monti

EFE

Roma, 25 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro da Itália Mario Monti sofreu um duro revés nas eleições gerais realizadas ontem e nesta segunda-feira no país, já que a coalizão de centro que liderava foi apenas a quarta mais votada e está em uma posição quase irrelevante tanto no Senado como na Câmara dos Deputados. Os italianos deram as costas àquele que assumiu a chefia de Governo em novembro de 2011, após a renúncia de Silvio Berlusconi, quando foi chamado a entrar na primeira linha política para endireitar as contas públicas do país, em um momento no qual despertavam preocupação internacional. Parecem ter pesado para o resultado de Monti as políticas de austeridade promovidas por seu governo tecnocrata, entre elas um plano de ajuste de mais de 30 bilhões de euros, a reintrodução do imposto ao primeiro imóvel e reformas como a do mercado de trabalho, que pretendia "flexibilizar" a entrada e a saída dos trabalhadores das empresas. No Senado, com 89,68% dos votos apurados, a chapa "Com Monti pela Itália", obtinha pífios 9,17% dos votos. Na Câmara dos Deputados, onde Monti se apresentava em aliança com os partidos de centro Futuro e Liberdade (FLI) e União Democrática de Centro (UDC), a coalizão somava 10,55% com 74% dos votos apurados. Com esses resultados, o ex-primeiro-ministro ficou muito abaixo das expectativas e longe das três primeiras forças políticas do país, que superam, cada uma delas, a barreira dos 20%. Além disso, os resultados de Monti no Senado podem agravar a situação de ingovernabilidade criada devido aos resultados equilibrados da centro-direita e da centro-esquerda. Durante a campanha, cogitava-se que a coalizão de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani, caso não conseguisse a maioria absoluta no Senado, poderia recorrer a uma aliança com Monti para obter as margens necessárias. No entanto, com os resultados atuais, o ex-comissário europeu de concorrência não obtém os números necessários para permitir uma aliança que outorgue essa maioria absoluta. Monti apresentou sua renúncia como primeiro-ministro no dia 21 de dezembro, depois que o partido de Silvio Berlusconi, o Povo da Liberdade (PdL), lhe retirou seu apoio. Posteriormente, ele anunciou sua decisão de entrar na batalha eleitoral à frente de uma coalizão de formações de centro, que se mostraram dispostas a apoiar seu programa, de marcado teor europeísta, no qual apostava na manutenção do caminho do rigor orçamentário e em reformas a favor do crescimento. Entretanto, a decisão de Monti de continuar na política não esteve isenta de anomalias, já que apesar aspirar à presidência do governo, seu nome não apareceu como candidato nas coalizões eleitorais devido a sua condição de senador vitalício, pois já conta com uma cadeira no Parlamento e não pode concorrer a outra. EFE ebp/id
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