Internacional

6/4/2013 às 11h50 (Atualizado em 6/4/2013 às 15h06)

Kerry inicia viagem para reduzir tensão no Oriente Médio e Coreia do Norte

O chefe da diplomacia americana começará sua viagem na Turquia, e se deslocará depois para Israel, Cisjordânia, Reino Unido, China, Japão e Coreia do Sul

EFE

John Kerry e sua mulher, Teresa Heinz Kerry, se preparam para a terceira viagem do secretário de Estado dos EUA AP Photo/Paul J. Richards, Pool

O secretário de Estado de EUA, John Kerry, inicia neste sábado (6) uma longa viagem para dar um novo impulso às negociações de paz entre israelenses e palestinos, mas também respaldar seus aliados asiáticos e tentar diminuir as tensões perante as crescentes ameaças da Coreia do Norte.

O chefe da diplomacia americana começará sua viagem em Istambul, na Turquia, e se deslocará depois para Israel, Cisjordânia, Reino Unido, China, Japão e Coreia do Sul, em uma viagem de nove dias, a terceira desde que chegou ao Departamento de Estado, em fevereiro.

Kerry decidiu nesta mesma semana acrescentar as três paradas no Oriente Médio a fim de aprofundar o diálogo de Barack Obama, durante sua visita no final de março, com os líderes da região.

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Na Turquia, Kerry se reunirá com o ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davotuglu, para tratar a situação na Síria, mas também para se aprofundar no "degelo" dos vínculos entre esse país e Israel, segundo disse na quarta-feira a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Durante a visita de Obama à região, Israel e Turquia concordaram em restabelecer as relações bilaterais, seriamente danificadas desde 2010, e Kerry quer encorajar esses países a "aprofundarem" o acordo "para chegar a uma normalização completa" dos laços, segundo a porta-voz.

— Necessitamos ver novos passos de ambas as partes.

Kerry se reunirá na segunda-feira (8), em Jerusalém, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e na terça-feira (9) em Ramala com o líder palestino, Mahmoud Abbas, em uma nova tentativa de revitalizar o processo de paz, paralisado desde 2010.

— Há um sentido de urgência para que as partes voltem à mesa. Estamos preparados para fazer mais, mas são as partes que devem se comprometer.

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Segundo a porta-voz, a intenção do secretário de Estado é "escutar" as partes e a pedir que façam "sacrifícios". Os Estados Unidos insistem em que as negociações sejam retomadas incondicionalmente, mas líderes palestinos se recusam a dialogar até que seja detida a expansão dos assentamentos judaicos nos territórios palestinos, algo que Israel se nega a fazer.

Kerry irá para Londres depois para participar da reunião do G8, as principais economias mundiais, que será realizada em 10 e 11 de abril, e prevê manter, além disso, várias reuniões bilaterais, embora o Departamento de Estado não tenha oferecido detalhes.

O trecho asiático da viagem começará em 12 de abril, quando o titular das Relações Exteriores americano chegará a Seul, um aliado com o qual Washington se manteve em constante contato durante a escalada de tensão que começou com o teste nuclear da Coreia do Norte, em fevereiro.

Kerry se reuniu nesta mesma semana, em Washington, com seu colega sul-coreano, Yun Byung-se, para analisar a declaração de "estado de guerra" do norte ao sul e o posicionamento por parte de Pyongyang de mísseis e unidades de artilharia "em posição de combate", visando a Coreia do Sul e a território americano.

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O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, declarou na sexta-feira (5) que o Governo americano "não se surpreenderia se a Coreia do Norte cumprisse com suas crescentes ameaças e lançasse" um dos dois mísseis de médio alcance que, segundo Seul, Pyongyang já tem prontos para ser disparados.

Apesar de tudo, o escritório presidencial sul-coreana informou hoje que não detectou, por enquanto, movimentos significativos na Coreia do Norte que indiquem um iminente lançamento.

Espera-se que a Coreia do Norte seja também o principal tema sobre a mesa quando Kerry chegue no dia 13 a Pequim, principal aliado político e econômico de Pyongyang, e quando fora para Tóquio.

As tensões pelos ciberataques prometem ocupar também espaço na primeira visita do secretário de Estado à China, onde também poderia tratar com a renovada cúpula política sobre assuntos comerciais e a mudança climática, uma das prioridades do segundo mandato de Obama.

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